sexta-feira, 26 de outubro de 2012

E aí, qual a boa do final de semana?

Esse final de semana está repleto de opções para jogar muita Capoeira, escolha a sua programação e Boa vadiação.

Hoje o destaque fica por conta do Terceiro encontro da Liga Alagoana Feminina, de 19 às 21hs na Academia do Mestre Tatu.
Para mais informações:   Mestre Tatu/ Graduada Pernalonga (082) 8891-8177

Quinta a Domingo
Minas Gerais(Sete Lagoas, Belo Horizonte e Pedro Leopoldo)














Sexta a Domingo
Foz do Iguaçu/PR












Porto Alegre/RS











Sexta-Feira
Rio de Janeiro/RJ



























São Paulo/SP













Sábado e Domingo
Porto Alegre/RS




























Sábado
Rio Claro/SP




























Rio de Janeiro/RJ


Itapetininga/SP
Curso com Mestre Boca Rica
Investimento - R$ 20,00
Presença de Mestre Flávio Caranguejo
Local: Guarda Mirim de Itapetininga 
Rua Silva Jardim nº 99 - centro - Próximo a Igreja da Matriz
Mais informações: Roni Moskito Sales
Tel: (15) 9621 7396/ 9109 1559

Domingo
Rio de Janeiro/RJ



quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Lado a Lado - Capoeira na Novela

A novela Lado a Lado, exibida pela Rede Globo,  mostra a maneira como os Capoeiras eram vistos no início do século XX. Com personagens que lutam por suas ideologias e outros de caráter duvidoso, como toda novela deve ter.
A trama se passa em um período histórico muito rico para a capoeira, principalmente no RJ. Os autores estão conseguindo mostrar bem o que era praticar Capoeira naquela época.
Acredito que o próximo passo, com a entrada do Zé Maria(personagem do Lázaro ramos) na Marinha, será  abordar a revolta da Chibata, que também teve a participação dos Capoeiras. 
Gosto da novela, gosto de como se desenrola e gosto da maneira que eles estão mostrando a importância da Capoeira no Rio de Janeiro do início do século passado. Minha única crítica é a Capoeira em si, a maneira como ela é jogada pelos praticantes, tenho visto uma capoeira muito contemporânea em relação a existente na época(imagino eu). E você, o que está achando?



Uma curiosidade, o termo Capoeira, designando os praticantes dessa arte, era usado pejorativamente, por isso, a partir da descriminalização da Capoeira, os praticantes passam a ser chamados de Capoeiristas, apesar de hoje em dia, alguns preferirem o termo antigo.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Capoeira em vídeo

Vou dividir com vocês minha angustia.
 Estou fazendo meu trabalho de conclusão da faculdade e preciso de reportagens, documentários, enfim, material em vídeo sobre Capoeira. Aí procura daqui, fuça dali, achei esse vídeo postado pelo Teimosia, que está com uma qualidade bastante duvidosa em termos de áudio e vídeo, mas que vale muito a pena dar uma olhada.
Com participação de Mestre Cobra, Mestre King, Mestre Camisa e Muniz Sodré.




Se alguém souber o ano dessa matéria, conta pra gente.

Além disso, vocês devem ter notado que vira e mexe o Blog está diferente, tem uma explicação pra isso. Estou procurando uma identidade visual que me deixe 100% satisfeita, tem sido difícil, porque eu não entendo nada disso e conto com a ajuda de amigos muito queridos. Acho que estou chegando muito perto do que eu quero para ser a cara do Blog definitiva, se você tem alguma sugestão, manda pra mim maira.xarazinha@gmail.com

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Você sabe o que tá cantando? - Especial Waldeloir Rego

Continuando nossa homenagem, letras F, G e H.


F



Falô. 
v. Corrutela de falou do verbo falar.

Ex:
Besôro quando morreu
Abriu a boca e falô
Adeus Maracangalha
Qui é terra de matado.
Fia. s.f. Corrutela de filha

Ex:
Nêga fia teve aí
Deu dinhêro pra mamãe
Deu dinhêro pra papai
Deu carne, deu farinha
Deu café, deu feijão
Eu porque era minino
Me dero um tostão
Eu comprei meu berimbau
Pra tocá no Rio de Janêro.


Fô.   v. Corrutela de for do verbo ser.

Ex:
Dona Maria de lá do Mutá
Me diga meu bem
Diga como stá
Dona Maria de lá do Mutá
Quando eu imbora
Não vô te levá
Dona Maria de lá do Mutá
E sexta de noite
Não quero sambá
Dona Maria de lá do Mutá
Tira êsse vestido
E vamo deitá
Dona Maria de lá do Mutá

Frêra. s.f. Corrutela de freira.

Ex:
No dia que amanheço
Perto de Itabaianinha
Home não monta a cavalo
Muié não deita galinha
As frêra que estão rezando
Se esquece a ladainha.

G



Gaiamun.  s.m. Espécie de crustáceo da mesma família dos caranguejos (Cardisona guanhumi, Lattreille). 

Ex:
Oia lá siri de mangue
Todo tempo não um
Tenho certeza qui você não güenta
Com a presa do gaiamum
Quando eu entro você sai
Quando eu saio voce entra
Nunca vi mulé danada
Qui não fôsse ciumenta.

Gamelêra. s.f. Corrutela de gameleira, árvore da família da moráceas, pertencente ao gênero fícus (Ficus doliaria, Mart.) Árvore de grande porte e utilizada para fabricação de canoas, vasos e gamelas. Gameleira deriva degamela, que por sua vez, é o latim camella, vaso para beber.

Ex:
Siri jogô
Gameleira no chão
Jogô, jogô
Gameleira no chão
Jogô, jogô
Gameleira no chão
Siri, jogô
Gameleira no chão

Gamgambá. s.m. Corrutela de mangangá. Designa um inseto da classe dos dípteros chamado besouro

Ex:
E vem a cavalaria
Da Princesa Teodora
Cada cavalo uma sela
Cada sela uma senhora
Minha mãe nunca me deu
Pra hoje eu apanhá
Quem não pode com mandinga
Não carrega mangangá.

Gereba. Nome próprio.

Ex:
Quando garoto,
conheci um dêsses tipos 
com o apelido de Gereba,
que a meninada sempre importunava, 
gritando: Gereba!… Quebra Gereba!
Quebra, quebra gereba
Quebra
Oi você quebra hoje
Amanhã quem te quebra?
Quebra
Oi quebra, quebra
Queima, queima Amará
Queima.

Güenta. v. Corrutela de agüenta do verbo agüentar

Gunga.s.m. Berimbau.

Ex:
Panhe esse gunga
Me venda ou me dê
Esse gunga não e meu
Eu não posso vendê
Panhe esse gunga
Me venda ou me dê
Esse gunga não é meu
Eu não posso vendê
Panhe esse gunga
Ou me venda ou me dê
Esse gunga não é meu
Eu não posso vendê.

H

Home.s.m. Corrutela de homem.

Ex:
Chique-chique mocambira
Mandacaru parmatória
A mulé quando não presta
O home manda imbora
O qui foi qui a nêga disse
Quando viu a sinhá
Uma mão me dê me dê
Outra mão de cá dê cá.

REGO, Waldeloir. Capoeira Angola – Ensaio sócio-etnográfico. Salvador:Editora Itapoan,1968

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

E aí, qual a a boa do final de semana?

Esse final se semana promete, muita vadiação por aí. Escolha a sua programação e muito axé!


Joanesburgo/África do Sul



























Salvador/BA

Sexta, Sábado e Domingo
Ubatuba/SP

Rio de Janeiro/RJ
























Curitiba/PR

São Paulo/SP
























Cananéia/SP



Sábado e Domingo
Guarulhos/SP




























São Paulo/SP



























La Corunã/Espanha




























Sábado

Osasco/SP

João Pessoa/PB




























Rio de Janeiro/RJ



São Gonçalo/RJ






























Domingo

Rio de Janeiro/RJ


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Você sabe o que tá cantando? - Especial Waldeloir Rego

Hoje teremos as letras D e E .

D

Delegacia.
s.f. Designa uma unidade da Secretaria de Segurança Pública. Também se emprega como sinónimo de Secretaria de Segurança.

Ex:
Contaro minha mulé
Qui a policia me intimô
Dentro da Delegacia
Par dá depoimento
De um caso qui não se passô
Mato Pedro Minêro
Dentro da Delegacia
Delegado me intimô
Para dá depoimento
De um caso qui não sabia.

Dendê.
s.m. Planta da família das palmáceas (Elaesis guineensis, Linneu). Também conhecido por dendêzeiro, foi o dendê trazido para o Brasil pelos negros africanos, sem contudo se poder precisar a data exata. 

Ex:
E vô dizê a dendê
Dendê do aro amarelo
Vô dizê a dendê
Sô home não sô mulé
E vô dizê a dendê
Sô home não sô mulé.
Dero.v. Corrutela de deram do verbo dar

Ex:
Nêga fia teve aí
Deu dinhêro pra mamãe
Deu dinhêro pra papai
Deu carne, deu farinha
Deu café, deu feijão
Eu porque era minino
Me dero um tostão
Eu comprei meu berimbau
Pra tocá no Rio de Janêro.

Digêro. adj. Corrutela de ligeiro.

Ex:
Paraná ê
Paraná ê
Paraná
Vô mimbora pra Bahia
Paraná
Tão cedo não venho cá
Paraná
Paraná ê
Paraná ê
Paraná
Se não fôr essa semana
Paraná
E a semana qui passô
Paraná
Paraná ê
Paraná ê
Paraná
Do nó escondo a ponta
Paraná
Ninguém sabe desatá
Paraná
Paraná ê
Paraná ê
Paraná
Chique-chique mocambira
Paraná
Joga pra cima de mim
Paraná
Eu sô braço de maré
Paraná
Mas eu sô maré sem fim
Paraná
Paraná ê
Paraná ê
Paraná
O digêro, digêro
Paraná
O digêro, digêro
Paraná
O digêro, digêro
Paraná
Eu também sô digêro
Paraná.

Diguidum. Termo de origem e acepção desconhecidas.

Ex:
Diguidum pereré
Tereré pereré
Diguidum pereré
Pereré decá o pé
Diguidum pereré
Pereré pereré

Discipo. s.m. Corrutela de discípulo, do latim discipulus.

Ex:
Minino quem foi teu meste?
Minino quem foi teu meste?
Meu meste foi Salomão
Eu sô dicipo qui aprendo
Sô meste qui dô lição
O meste qui me insinô
Stá no Engenho da Conceição
A êle só devo é dinhêro
Saúde e obrigação
O segrêdo de São Cosme
Quem sabe é São Damiao
Camarado.

Dois de Ôro. s.m. Nome próprio personativo (apelido). Corrutela de Dois de Ouro.

Ex:
Tava no pé da Cruz
Fazendo a minha oração
Quando Dois de Oro
Feito a pintura do cão
Camaradinho ê e
Camaradinho, camarado
Oi a treição e e
Oia a treição camarado.


Dois minréis. Corrutela de dois mil réis.


Dusôtro. Corrutela de dos outros.

Ex:
Sô eu Maitá
Sô eu Maitá
Sô eu
Sô eu Maitá
Sô eu Maitá
Sô eu
Puxa puxa
Leva leva
Joga pra cima de mim
Sô eu Maitá
Sô eu Maitá
Sô eu
Quem tivé mulé bonita
E a chave da prisão
Sô eu Maitá
Sô eu Maitá
Sô eu
Vô dizê pra meu amigo
Qui hoje a parada é dura
Sô eu Maitá
Sô eu Maitá
Sô eu
Quem ama mulé dusôtro
Não tem a vida segura


E

Enricô. v. Corrutela de enricou do verbo enricar

Ex:
Ao pé de mim tem um vizinho
Que enricô sem trabaiá
Meu pai trabaiô tanto
Nunca pôde enricá
Não deitava uma noite
Que deixasse de rezá.

Ensaminô. v. Corrutela de examinou do verbo examinar.
Escramô. v. Corrutela de exclamo, do verbo exclamar.

Ex:
A soberba combatida
Foi quem matô Pedro Sem
No céu vive meu Deu
Na terra vale quem tem
Lá se foi minha fortuna
Escramava Pedro Sem
Saía de porta em porta
Uma esmola a Pedro Sem
Hoje pele a quem negô
Qui onte teve e hoje não tem
A quem eu neguei esmola
Hoje me negue também
Na hora da sua morte
A justiça ensaminô
Correndo o bôlso dele
Uma muxila encontrô
Dentro dela um vintém
O letrêro qui dizia
Eu já tive hoje não tem
A soperba combatida
Foi quem matô Pedro Sem
Viva Pedro Sem
Quem não tem não é ninguém.

Espece. s.f. Corrutela de espécie do latim species.

Ex:
Riachão tava cantando
Na cidade de Açu
Quando apareceu um nêgo
Como a espece de ôrubú
Tinha casaca de sola
Tinha calça de couro cru
Beiços grossos redrobado
Da grossura de um chinelo
Tinha o ôlho incravado
Outro ôlho era amarelo
Convidô Riachão
Pra cantá o martelo
Riachão arrespondeu
Não canto cum nêgo desconhecido
Ele pode sê um escravo
Ande por aqui fugido
Eu sô livre como um vento
Tenho minha linguagem nobre
Naci dentro da pobreza
Não naci na raça pobre
Que idade tem você
Que conheceu meu avô
Você tá parecendo
Que é mais môço do que eu.


REGO, Waldeloir. Capoeira Angola – Ensaio sócio-etnográfico. Salvador:Editora Itapoan,1968


sexta-feira, 12 de outubro de 2012

E aí, qual a boa do final de semana?

Feriadão chegando, aproveitem para repor as energias, cuidado nas estradas e fiquem por dentro da programação de capoeira.


Quero chamar a atenção para o espetáculo teatral "Água de beber", que entra em cartaz hoje e vai até 4 de Novembro, sempre de sexta a domingo no Teatro Municipal Maria Clara Machado na Gávea, Rio de Janeiro/RJ.


Sexta e Sábado
Fortaleza/CE



Sábado
Paris/França

Rio de Janeiro/RJ





























Sábado e Domingo
Rio das Ostras/RJ


 Cristina/MG

Domingo
São Gonçalo/RJ

Rio de Janeiro/RJ


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