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segunda-feira, 14 de março de 2016

A palavra do Mestre - Capoeira é esporte? - Parte 3


Vamos à terceira parte da série "A palavra do Mestre", que nessa primeira edição traz a opinião de mestres renomados sobre a decisão do Mistério dos Esportes em reconhecer a Capoeira como esporte. Se você não acompanhou as duas primeiras postagens, clique aqui e aqui para ficar por dentro.

Hoje temos as opiniões de Mestre Preguiça, Mestre Fumê, Mestre Toni Vargas, Mestre Adelmo e Mestre Bené.






Mestre Preguiça – Iê Capoeira


“A Capoeira é arte e cultura, nasceu em ânsia de liberdade, não pode ter dono, nem monopólio.  Isto que estão querendo fazer é mais uma covardia com a Capoeira.”









Mestre Fumê – Grupo Muzenza

“Eu acho que tudo que vem para somar é válido, tratar a capoeira como esporte nos dá mais suporte para colocar a capoeira nas olimpíadas.”




Mestre Toni Vargas – Centro Cultural Senzala

“Essa questão da Capoeira ser reconhecida como esporte é algo muito delicado. O problema pra mim é a capoeira ser só esporte, esse é o problema. 

Eu temo porque esse caminho de desespotivização da Capoeira é um caminho mais fácil e um caminho que favorece a muitas pessoas que não tem um conhecimento profundo de capoeira, não querem ter e estão se aproveitando e vão se aproveitar desse momento. 

São os caras que são donos de federações e que são politiqueiros, enfim, pessoas que não têm uma relação profunda com a Capoeira enquanto uma atividade múltipla, uma atividade holística e até nem compreendem a Capoeira nesse aspecto. 

É muito mais fácil para essas pessoas e pra muitas outras, infelizmente, ver a capoeira segmentada. Ver a Capoeira como esporte e só como esporte acaba sendo muito mais fácil, acaba sendo muito mais funcional pra pessoas que querem tirar da Capoeira alguma coisa, que querem ver isso acontecer de uma forma mais simples. Há uma verba, o esporte está sempre mais na moda e esquecem dos problemas que a gente teve bem recentes, não é nem num passado distante, num passado bem recente porque quem cuida da área do esporte é a educação física, mesmo que as pessoas digam “Não, não tem nada a ver, porque o CREF/CONFEF não vão se meter nisso” mas uma vez que ela for uma modalidade desportiva, for esporte, ela vai estar na área da Educação física e isso vai voltar, quer dizer,  é um retrocesso. Causará problemas a um enorme número de profissionais que não são formados em educação física e que são agentes culturais. São pessoas que se fizeram na capoeira, como a maioria dos mestres de renome e pessoas que realmente lutaram pela Capoeira. 

Eu não conheço  nenhuma instância em que uma federação tenha ajudado realmente a Capoeira. Eu nunca vi em 50 anos de capoeira. Quem levou a Capoeira para todos os países, para outros lugares, para as universidades não foi uma federação. 

Eu temo muito pela descaracterização da capoeira, principalmente, pela falta de visão dessas pessoas, que vão ceder ao que for mais simples e ao que der mais dinheiro. São pessoas, que na minha opinião, infelizmente, têm essa visão. Falam qualquer coisa, fazem qualquer coisa pra ganhar dinheiro com a Capoeira e eu temo muito por isso. 

O fato da Capoeira ser uma manifestação múltipla da nossa cultura não anula o fato dela ter também características desportivas. Todo esse tempo que ela não foi reconhecida, as pessoas faziam no Rio de Janeiro, em outros lugares e até em outros países, campeonatos e nunca ninguém foi lá acabar com o campeonato de ninguém. Nunca ninguém implicou que alguém estivesse fazendo um treinamento de capoeira. Eu mesmo sou uma pessoa que faço isso, sou superligado a questão cultural, mas também gosto do treinamento, dessa parte toda, agora, não tem problema nenhum ver a capoeira como cultura, ver a capoeira em toda a usa grandiosidade e poder ter também uma abordagem desportiva em algum momento, em algum momento. Isso é completamente diferente de considerar a Capoeira como esporte, rotular a Capoeira como esporte e querer qualificá-la só como esporte, abandonando as outras coisas. 

O medo que eu tenho é esse, acho que isso tudo é feito a revelia, sem ouvir os capoeirista, porque na verdade essas pessoas donas de federação, os cartolas, não são representantes legítimos da capoeira, não têm com eles a maioria. Infelizmente essas pessoas forçaram essa barra, são oportunistas, é um momento muito delicado. Mas vamos ver o que vem pela frente, eu acredito muito nos capoeiristas e na Capoeira, sempre ela consegue se transformar e se recriar. Já houve muitas tentativas de enquadrá-la, mas eu não acredito que isso vá acontecer nunca, essa é a minha posição.


Mestre Adelmo – Capoeira Origens do Brasil

“Eu não acredito que possamos pensar em capoeira sem pensar na historicidade que ela compõe e não podemos jamais, e seria insano, descartar, ou deixar, mesmo que temporariamente, de lado o seu maior contentor, o Mestre (ou seja la qual o título que o agente transmissor tenha, professor, contramestre, trenel).

Qual a função primordial do mestre? Cuidar, transmitir, disciplinar e mostrar o caminho.

O que a história da capoeira tem demonstrado em toda a sua história? O mestre cuida do aluno, o aluno se tornando discípulo e o discípulo se tornando mestre.
De onde vem a base de tanto conhecimento? Toda essa construção foi forjada através de lágrimas, suor e sangue por milhões de capoeiras do passado e capoeiristas do presente. Assim construiu-se um sistema cultural maior dos que qualquer manifestação em solo brasileiro.

O sistema deseducou e a nação brasileira como meros trabalhadores braçais, sem capacidade de produzir reflexões (não irei me aprofundar neste aspecto para não me prolongar muito) assim com toda uma estrutura organizada, com os fundamentos estabelecidos e enraizados na construção dos mestres griôs, transmissores do saber ancestral. Se juntarmos tudo isso temos o estabelecimento de um sistema cultural. Fundamentalmente a capoeira é tudo e é nada, é positiva e negativa, ela é esporte e transcende esta faceta, ela é luta e também transcende esta faceta. Não dá para olhar em uma única direção quando a capoeira nos abre mil possibilidades.”





Mestre Bené – Benguela

“Tudo que vier de bom e de produtivo em prol da capoeira, que seja bem-vindo. Só falta a comunidade capoeirística se unir mais, porque essa é a única luta genuinamente brasileira.”







Na próxima semana mais cinco mestres falam sobre o tema.  Nos acompanhe nas redes sociais e fique por dentro de tudo que rola no blog Capoeira de Toda Maneira.
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quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Feira de Cantigas - O novo CD de Mestre Toni Vargas e Mestre Boca Rica


O CD Feira de Cantigas foi gravado no evento Convivência, no final de 2012.

Criado por iniciativa dos alunos do Mestre Toni Vargas, o evento leva um mestre antigo para conviver durante três dias com os alunos.

O primeiro a participar foi Mestre Boca Rica e os alunos gostaram tanto, que ele voltou para o segundo Convivência.

Mestre Boca Rica comentou que tinha vontade de fazer um trabalho junto com Mestre Toni Vargas e assim, no segundo Convivência, aproveitaram a oportunidade e gravaram o álbum duplo, que tem quase 40 faixas.

Entre as músicas inéditas de Mestre Toni Vargas estão músicas já consagradas de autoria do Mestre Boca Rica e também de domínio público, além de textos de apresentação, considerações de Mestre Boca Rica e Mestre Toni Vargas e também uma música do Mestre Pernalonga, "Na beira do mar".


O que eu percebi mais latente nesse trabalho é a naturalidade, você meio que se sente participando do Convivência.

É um projeto muito familiar. Ruan Vargas, filho mais velho do Mestre Toni Vargas, assina a produção e junto com o pai, a concepção do álbum. Ele toca ainda o viola e colocou violão em algumas faixas. A estréia de Thiago Vargas (filho do Mestre Toni Vargas) como compositor, acontece através de uma ladainha feita por ele aos nove anos, em homenagem ao Mestre Boca Rica e é a música que abre o CD 1 cantada pelo próprio compositor.

Pra terminar, o álbum é uma homenagem a mãe do Mestre Toni Vargas. Falecida em Março de 2013, Osmarina tinha 96 anos.

O trabalho gráfico está de um cuidado e um carinho muito bacanas. O conceito de feira foi bem explorado nas texturas e cores encontrados no encarte, além das fotos do Convivência, que te levam pra esse universo.



CD 1

1 Projeto Convivência
2 Ladainha
Autor : Thiago Vargas
3 Seu Boca Rica
Autor: Mestre Toni Vargas
4 Vem Boca Rica
5 Apresentação
6 Madeira de Maçaranduba
Autor: Mestre Boca Rica
7 Beriba Bambu Jacarandá
Autor: Mestre Boca Rica
8 Sobre Mestre Pastinha
9 Uma vez
Autor: Mestre Toni Vargas
10 Angola ê ê
11 De onde vem esse axé
Autor: Mestre Toni Vargas
12 Tim, tim, tim, lá vai viola
13 Grandes tocadores
14 Saveiro do Mestre João
Autor: Mestre Toni Vargas
15 Na beira do mar
Autor: Mestre Pernalonga
16 Manduca da Praia
Autor: Mestre Toni Vargas
17 Pra fazer vatapá
Autor: Mestre Toni Vargas
18 O lamento do negro ecoou
Autor: Mestre Toni Vargas
19 Nego vai, nego vem
Autor: Mestre Toni Vargas
20 No tempo do Cativeiro
21 Nego sinhá
22 Campo de Mandinga
Autor: Mestre Toni Vargas
23 É pra vadiar
Autor: Mestre Toni Vargas

CD 2

1 Vadiação
2 Comungerê
3 Beira Mar
4 Cajuê
5 Sobre Mestre Pastinha
6 Eu vou-me embora
Autor: Mestre Toni Vargas
7 Jogo de dentro, jogo de fora
8 Pau Pereira
Autor: Mestre Boca Rica
9 Caimã
10 Moça Bonita
Autor: Mestre Boca Rica
11 Bahia de Todos os Santos
Autor: Mestre Boca Rica
12 Tem areia no mar
Autor: Mestre Toni Vargas
13 Dona Maria, cadê Boca Rica
Autor: Mestre Boca Rica
14 Mandei caiar meu sobrado

Bônus Track
História do facão/ A bananeira caiu
Autor: Mestre Boca Rica


Serviço:
Feira de Cantigas - Álbum duplo
Mestre Toni Vargas e Mestre Boca Rica
Preço: 50 reais

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Evento no Rio de Janeiro reúne grandes mestres

Feirinha marcou pela originalidade

No último final de semana aconteceu no Clube Copaleme, Rio de Janeiro/RJ, o Batizado e Troca de cordas 2014, organizado pelo Mestre Toni Vargas.

A abertura do evento aconteceu na sexta-feira com roda na sede do Centro Cultural Senzala.



Formatura de Ulisses Guaiamum

No sábado, Mestres dos principais grupos de Capoeira do mundo estiveram presentes para o batizado e troca de cordas. 

A decoração do Clube Copaleme surpreendeu pelos detalhes. Um painel feito pela artista Celina Russano retratava o Rio de Janeiro e a Bahia, numa alusão aos mestres Toni Vargas e Boca Rica. 
Toda a cenografia levava para universo do CD, uma feira livre, tendo barraquinhas de cobertura de chita que vendiam comida, artesanato, roupas e instrumentos musicais. Uma grande homenagem ao Mestre Boca Rica, que foi  feirante e é parceiro nesse trabalho.

Um dos momentos mais esperados foi a formatura de corda vermelha de Ulisses Guaiamum, que foi muito comemorada por um grupo animadíssimo, que jogou o novo corda vermelha para o alto numerosas vezes. 




M. Toni Vargas autografa o CD Feira de Cantigas
O lançamento do álbum duplo  dos Mestres Toni Vargas e Boca Rica fechou o evento no sábado. Eles cantaram algumas músicas e autografaram o CD. 

Ver o Mestre Boca Rica, já com idade avançada, tocando seu berimbau, cantando músicas consagradas e ouvir o vozeirão de Mestre Toni Vargas cantando em homenagem ao discípulo de Mestre Pastinha deixou muita gente emocionada. 



Ainda durante o evento, o grupo de dança Afro-Brasileira do coreógrafo Charles Nelson  se apresentou para o público. Charles Nelson fez parte do grupo de Mercedes Batista, a primeira bailarina negra do Municipal, que devido a dificuldades e barreiras impostas pelo preconceito, desenvolveu a dança Afro-brasileira. Vamos conferir?




Durante essa semana teremos aqui no Blog a resenha do CD. Não percam!
E para quem quer ver mais fotos desse evento é só curtir a nossa página no Facebook.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Mestre Toni Vargas realiza Batizado e Troca de cordas no Rio de Janeiro


Mestre Toni Vargas prepara uma grande festa para o próximo final de semana. O "Batizado e Troca de cordas 2014" acontece de 10 a 12 de Janeiro, na cidade do Rio de Janeiro.
Na programação, entre outras coisas, o lançamento de seu novo CD "Feira de Cantigas", em parceria com Mestre Boca Rica de Pastinha. 
Gravado no final de 2012, no evento "Convivência", o álbum duplo traz uma gravação inédita da música "Uma vez, perguntei a seu Pastinha", que curiosamente nunca havia sido gravada por seu compositor, tem ainda algumas regravações de músicas consagradas e também músicas inéditas. São cerca de 30 faixas, entre músicas e textos.
Durante o evento os Mestres irão autografar o álbum, que será vendido a 50 reais. O lançamento em São Paulo ocorre esse ano, mas ainda não tem data confirmada.
A festa fica completa com a formatura de mais um corda vermelha do Centro Cultural Senzala, trata-se de Ulisses Guaiamum. Ele é de São Paulo e era aluno do Mestre Peixinho.


Fique ligado na programação:

Sexta-Feira (10/01)

18hs - Roda de Abertura

Sábado (11/01)

14hs - Aula para graduados(acima de azul)
         - Aquecimento e roda (abaixo de azul)

16hs - Formatura, Batizado e Entrega de cordas

19hs - Lançamento do CD "Feira de Cantigas" - Mestre Toni Vargas e Mestre Boca Rica de Pastinha

Domingo (12/01)

Roda de Confraternização e Churrasco


Local: Clube Copaleme - Ladeira Ari Barrosos, 1 .Leme- Rio de Janeiro/RJ

Para mais informações:
(21)99556-0387 ou (21) 2287-1299
Ou acesse a página do Evento no Facebook








quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Novo livro do Mestre Toni Vargas





O lançamento do novo livro está previsto para o próximo ano e traz poesias que traduzem bem o universo da Capoeira. Enquanto ainda não há data para a chegada do livro a gente fica com um trecho do livro, liberado recentemente pela esposa do Mestre nas redes sociais.





"Faz tempo

Êta sisteminha filho-da-puta...
Faz tempo que eu tô na luta...
Toda hora, todo dia!
Faz tempo que eu não queria...
E continuo não querendo...
Vou lutando, vou vivendo...
Construindo meu espaço.
E quase tudo que eu faço,
Tem luta, suor e dor...
Melhor a dor que o tédio...
Melhor a dor que o nada...
A dor é faca afiada...
Que desperta o meu instinto.
Mas pelo menos eu sinto...
Grito, choro, negocio...
Eu mudo o rumo, desvio...
Às vezes morro de medo...
Durmo tarde, acordo cedo...
Prá tomar conta da vida....
Perco alguns versos na ida;
colho poemas na volta.
Às vezes celebridade...
Às vezes ninguém me nota...
Mas dificilmente eu falto.
Não posso dar esse mole!
Senão o sistema engole...
Meus sonhos, minha esperança...
Senão minha alma cansa...
E alma cansada é problema...
Diminui fica pequena.
Perde a luz e a alegria!
O sistema se sacia.
Banaliza a minha dor...
Me coloca a seu dispor...
Faz de mim coisa nenhuma!
Meu verso é que me arruma...
E corta que nem navalha...
Na mão de um bom capoeira.
Não tô aqui de bobeira...
Não vim aqui por acaso...
“meu caminho eu mesmo faço”!
Com coragem e rebeldia...


Toni vargas

"...É interessante perceber que eu encerro o poema falando de coragem e rebeldia ,entretanto gostaria de chamar atenção para o fato de que estou falando de uma forma capoeiristica.
É que a capoeira me ensinou a relativizar as coisas
“é se respeitar o medo e dosar bem a coragem’.bem nesse caso o medo, ou poder ter medo, é um jeito inteligente de ser corajoso.e quanto a rebeldia, ela não deve ser á toa , uma rebeldia adolescente, só prá ser do contra, falo aqui de uma rebeldia a serviço da transformação, anunciadora da desconstrução, uma rebeldia lúdica e dialógica, estruturada e com objetivos claros, ou senão tão claros pelos menos verdadeiros, porque frutos da sua vivência, do seu “saber” e do seu não saber, da sua busca.... "

Toni Vargas

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Você sabe o que tá cantando?

Pra começar bem a semana, vamos de música do Mestre Toni Vargas!



Antigamente

Mestre Toni Vargas


Antigamente,
Tudo era diferente,
No Rio(1) a gente era gente,
Que beleza de lugar,
Ali na Lapa(2),
Tinha toda a malandragem,
Do Samba e da capoeira,
Vale a pena recordar,
A malandragem,
Não era como hoje em dia,
Havia mais poesia,
No jeito de malandrar,
O bom malandro,
De branco(3) era boa praça(4),
Cantava e fazia graça,
Era um tipo popular,
Mas respeitado,
Porque bom de capoeira,
Derrubava de rasteira,
Sem nem mesmo se sujar,
E de noitinha,
Embaixo dos lampiões(5),
Lindas moças, rufiões(6)
Olhavam o bonde(7) passar,
Lá pelos arcos(8),
Desenhando de beleza,
O céu que a mãe natureza
Reservou pra esse lugar,
O céu que a mãe natureza
Reservou pra esse lugar,
O céu que a mãe natureza
Reservou pra esse lugar,
O céu que a mãe natureza
Reservou pra esse lugar,
Ê viva meu Deus
Iê viva meu Deus camará
Iê que me ajudou
Iê quem me ajudou camará
Iê viva meu Mestre
Iê viva meu Mestre camará









(1) Rio - Estado do Rio de Janeiro, ou município do Rio de Janeiro;






(2) Lapa - Bairro da Cidade do Rio de Janeiro, reduto da malandragem da década de 1920, berço da boêmia carioca;







(3) De branco - A roupa típica dos malandros frequentadores da Lapa era o terno de linho branco e o chapéu panamá;




(4) Boa praça - Diz respeito a conduta, apesar de muitos viverem na ilegalidade, havia um romantismo relacionada ao malandro. Estava sempre bem vestido e bem humorado;


(5)Lampiões - Lanterna, para iluminar os locais;





(6) Rufiões - Homem que vive as custas de prostitutas; Cafetão. Alusão ao boi utilizado para atiçar a vaca na hora do coito;




(7)  Bonde - Meio de transporte , ainda hoje utilizado nos bairros da Lapa e Santa Teresa;













(8) Arcos - Refere-se aos Arcos da Lapa, ou Aqueduto da Carioca, construção datada do período colonial. Principal cartão postal do bairro;









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