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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Entrevista


MESTRE NITERÓI
 Terranossa


Roney Pereira dos Santos, nascido em 27 de Maio de 1964 é mais conhecido no mundo da Capoeira como Mestre Niterói, apelido que ganhou por ser de Niterói e treinar no Rio. O Mestre levou a entrevista com muito bom humor e até ficou vermelho ao falar dos quatro filhos e da circunstância que o fez mudar para o Rio.
Curiosos? Então é só conferir.


*A entrevista abaixo foi feita em em Junho de 2008 e foi publicada originalmente no site da Associação de Capoeira Terranossa. O conteúdo foi editado para manter o frescor, é uma entrevista atemporal.

(Maíra Gomes) - Como a Capoeira entrou na sua vida?

(Mestre Niterói)  Eu fazia outro esporte, aí um amigo veio da Bahia me chamou pra jogar Capoeira, eu entrei e to nela até hoje. Foi no Grupo Angonal que eu vi a primeira vez e comecei lá.

(Maíra Gomes) – E como foi a caminhada até chegar hoje ao Terranossa?

(Mestre Niterói) - Eu fiquei na Angonal um tempo, eu treinava com o Contramestre Nininho, aí ele foi para outro Grupo, e eu fiquei um tempo com o Mestre Quito. Aí me formei, fui para o Rio de Janeiro, tive uma passagem em outros grupos lá também e hoje estou no Terranossa com o Mestre Cid.

(Maíra Gomes) - O que te atraiu na Capoeira?

(Mestre Niterói) O canto, a dança, a luta, o conjunto todo.

(Maíra Gomes) - Sua família te apoiou ou tentou impedir de alguma maneira?

(Mestre Niterói) – O pessoal não achou muito legal não. Eles acharam meio estranho porque eu passei a ficar muito fanático com Capoeira. Rodava direto pra tudo quanto é lado, e eles acharam que eu tava ficando até meio maluco, treinando em casa e eu morava em apartamento. Agoraeles acham legal, depois de um tempo eles passaram a apoiar.

(Maíra Gomes) - Desde quando o senhor soube que queria ser profissional de Capoeira?  

(Mestre Niterói) – Olha, eu comecei a fazer um trabalho com Capoeira nos anos 90. Depois de dez anos treinando eu comecei a trabalhar com Capoeira, porque eu não tinha essa intenção.

(Maíra Gomes) – O senhor teve outra profissão?

(Mestre Niterói)  Eu trabalhava com pintura, trabalhei com construção civil. Eu tinha uma firma que fazia prestação de serviços. Eu trabalhava com isso, mas aí a firma faliu e eu comecei a trabalhar com Capoeira. Hoje eu vivo só de Capoeira

(Maíra Gomes) - Em sua opinião qual a importância do Maculelê e do Samba de roda nas rodas de Capoeira?

(Mestre Niterói) – Ah porque engrandece a Capoeira. O Maculelê e o Samba de roda vêm para engrandecer, pra não ficar só naquela parte de luta e de dança. Eu acho legal ter outras coisas também na Capoeira.

(Maíra Gomes) - Está faltando isso nas rodas que o senhor tem visto por aí?

(Mestre Niterói) Ah eu acho que tá.

(Maíra Gomes) - Como aconteceu a sua mudança para a cidade do Rio de Janeiro e por quê?

(Mestre Niterói)  Eu conheci uma menina no Rio, ela teve um filho meu e eu acabei indo morar com ela.

(Maíra Gomes) - Quais os valores que o senhor acha mais importantes passar para os seus alunos?

(Mestre Niterói) – É o que eu sempre falo: Formar um mestre, formar um capoeirista é fácil. O difícil é formar um cidadão. Então eu acho mais importante formar um capoeirista com caráter, um cara que sabe entrar e sair em qualquer lugar. Eu acho mais importante do que formar um mestre de capoeira, formar um cidadão.


(Maíra Gomes) - Vamos falar sobre família, Mestre? O senhor é casado. Sua esposa também faz capoeira?

(Mestre Niterói)  Faz. Dá aulas também, trabalha com Capoeira.

(Maíra Gomes) - O senhor tem quantos filhos? Eles já seguem os seus passos na Capoeira?

(Mestre Niterói) – São quatro (risos). Só um faz Capoeira.

(Maíra Gomes) - Voltando a vida profissional. Gostaria que o senhor falasse sobre sua formatura e o que ela significou para o senhor.

(Mestre Niterói) – Eu já vinha há um bom tempo como Contramestre e tava pra me formar. E forma e não forma. Eu tava esperando amadurecer mais, porque antigamente tinha pouca corda então eu me formei contramestre em dez anos treinando Capoeira. Acho que eu tinha 20 anos, não tinha nem 30 anos e aí fiquei esperando o momento certo e aos 43 anos o Mestre Cid falou que tava no tempo e eu também achei que já tava no tempo e aí me formei.

(Maíra Gomes) - Ser mestre era um objetivo na sua vida, ou foi conseqüência de uma vida dedicada à Capoeira?

(Mestre Niterói) – Ah eu nunca pensei em ser mestre de Capoeira.  Porque eu gosto mais da parte de jogar Capoeira, eu nunca tive intenção de dar aula. Mas com o tempo vai vindo à responsabilidade, os compromissos e você têm que ir se formando mesmo, pra dar continuidade.

(Maíra Gomes) – Agora pra fechar mestre. O que a Capoeira fez pelo senhor e o que ela pode fazer por aqueles que se dedicam a ela?

(Mestre Niterói)  Aqueles que levam a sério a Capoeira, que respeitam seu mestre e seguem o ensinamento do seu mestre, a Capoeira tem muito a oferecer. A Capoeira é uma filosofia de vida. A Capoeira é uma infinidade de possibilidades. Você ser humilde, respeitar e valorizar uma criança, valorizar um mestre, valorizar uma pessoa de idade. A Capoeira ta precisando disso, mais humildade, porque ás vezes a graduação sobe muito a cabeça de certos alunos, que acham que já são graduados e é só o tempo que vai te fazer mestre. Então tem que valorizar e respeitar todo mundo para você um dia ser um mestre de Capoeira reconhecido, porque você não forma um mestrevocê forma um cidadão, quem vai te formar mestre de Capoeira é a comunidade onde você trabalha.

(Maíra Gomes) – Mestre, muito obrigada.

(Mestre Niterói)  Obrigado você.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

1º Circuito Internacional de Capoeira Terranossa

Rio de Janeiro, Brasil

Imagem de divulgação


Niterói e Rio de Janeiro terão atividades durante todo o mês de Dezembro

As cidades de Niterói e Rio de Janeiro recebem visitantes de várias partes do mundo durante o mês de Dezembro. Capoeiristas da África do Sul, Angola, Aruba, Botswuana, Chile, Colômbia, Espanha, México, Portugal, Rússia e Zimbábue, estarão em terras tupiniquins com um único objetivo: Jogar Capoeira.

O 1º Circuito Internacional de Capoeira Terranossa, que tem início com o Batizado infantil do Mestre Cid no dia 04, terá também Batizado e Troca de cordas de adultos, rodas, caminhadas ecológicas (Eco Terranossa), gravação do primeiro CD Terranossa, workshops, cursos com Mestres convidados e visitas a pontos turísticos.

A realização do Circuito é do Mestre Cid e tem a participação importante do núcleo do Mestre Niterói, que também tem seu evento na programação.

Mestrandos, Professores e Instrutores também terão sua participação efetiva nas atividades propostas, assim como na organização.

O evento tem como finalidade promover a integração entre todos os núcleos da Associação de Capoeira Terranossa. Mestre Cid, presidente da associação, vê a oportunidade como essencial para conseguir uma unidade de filosofia e identidade, “Todos precisam ‘falar a mesma língua’ na roda de Capoeira, independente da sua pátria”, afirmou.

Os alunos dos núcleos brasileiros estão ansiosos por essa oportunidade de intercâmbio cultural. As crianças do projeto da Igrejinha, em Niterói/RJ poderão conhecer um pouco mais da cultura desses países através dos treinos que ocorrerão na comunidade, “É uma chance única pra essas crianças que muitas vezes não chegam nem a sair de sua cidade. Eles podem conhecer um pouco mais de outras culturas, outras línguas e hábitos. É importante para saberem conviver com as diferenças.”, completou Mestre Cid.

E a Capoeira tem levado muitas pessoas do Brasil para o exterior. Um bom exemplo é o Instrutor Teto, que atualmente mora na Espanha, e saiu de Saquarema/RJ, onde com poucas oportunidades trabalhava na construção civil. Hoje, o Instrutor vive somente da Capoeira, sua paixão maior, e já conquistou sua própria academia na cidade de Benavente na Espanha.

Programação Principal*:

04/12

10 h - Evento Infantil
Local: Rancho Doideira – Rua São Sebastião nº 2001

06/12

20 h – Aulão do Mestrando Caçapa
Local: Academia do Mestrando Caçapa - Ramos

09/12

20 h – Roda de Rua do Mestre Niterói
Local: Vila Militar - Realengo

10/12

10 h – Evento do Mestre Niterói
Local: Campo do Boga – Realengo

15/12

19 h - Aulão com Professor Minhoca
Local: Vicente de Carvalho

17/12

15 h – Batizado e troca de cordas Mestre Cid
Local: Casa da praia Itacoatiara

18/12

10 h – Curso e Workshop com Mestres Convidados
Local: Casa da Praia Itacoatiara

19/12

20 h – Aulão com Mestrando Juba
Local: Academia Master Icaraí

23/12

10 h – Eco Terranossa – Subida do Costão
Local: Praia de Itacoatiara

28/12

20 h – Roda de fechamento
Local: Academia Master Icaraí

*Passeios Turísticos e eventos fechados não estão listados na programação principal.


Maíra Gomes
Assessora de Imprensa

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Terranossa: Evento no Nordeste atraiu diversos grupos.



A primeira edição do Maceió Beach Capoeira foi um sucesso. Inúmeros capoeiristas de diversos grupos compareceram nas mais diversas atividades, dos cincos dias de evento.
Participaram capoeiristas dos grupos: Candeias, Vila Nova, Raízes Negras, Liberdade, Legião Brasileira e Essência, além é claro dos anfitriões dessa grande festa, com a presença dos Mestres Cid e Niterói, Mestrando Caçapa e Instrutor Mandinga todos do Rio de Janeiro.

Foi uma verdadeira efervescência cultural, rica em debates sobre os fundamentos da capoeira, além de circuitos de treinamentos com mestres e professores.
Na tarde de domingo, na praia de Ponta Verde, uma grande festa tomou conta da orla de Maceió e encerrou oficialmente as atividades. Com direito a apresentações de grupos afros, maculelê, batizados e formaturas. 


Mestrando Juba, responsável pelo trabalho desenvolvido no Nordeste do Brasil, sob a supervisão do Mestre Cid, entregou cordas de iniciantes e graduados, com destaque para Professora Nana, que já vinha desenvolvendo um trabalho sólido em Maceió e Instrutor Vocabulário de Arapiraca. 


O gostinho de quero mais ficou nas palmas, na rouquidão dos cantores e no semblante dos jogadores. 
Que essa seja apenas a primeira de muitas edições e que o nordeste possa vivenciar com mais intensidade esse novo conceito de capoeira que permite a participação de diversos grupos e privilegia a amizade entre os capoeiristas.



Por Bárbara Esteves e Maíra Gomes

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