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segunda-feira, 27 de março de 2017

A palavra do Mestre - Graduações - Parte 2


Na semana passada publiquei um texto escrito pelo Mestre Alexandre Batata, que aborda esse tema de uma forma bem completa, se você não leu, comece por ele.
Hoje, mais seis mestres opinam sobre o assunto. Vem comigo!


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Mestre Goioerê – Grupo Muzenza


"Realmente ficou muito confuso tantos grupos com tanto sistema de graduação, e fica cada vez pior, todo mundo sai de grupo cria grupo, novas graduações, as vezes muitos não tem nem título de professor de capoeira, geralmente muitos fazem isso porque não querem seguir normas regras do grupo que já tem um padrão, status, aí criam um novo grupo e automaticamente criam um monte de novas regras e fica pior que tava. Vendo por esse lado me deixa muito triste, isso atrasa muito a capoeira, deixa muito longe de ser uma arte organizado e uma vez por não ser organizada se torna muito mais difícil em ter apoio e suporte de entidades competente. No meu ponto de vista seria muito bom se a capoeira seguisse um sistema único de graduação como temos no judo, e jiu jitsu. Hoje você chega em uma roda você não sabe quem é o mestre ou quem é o aluno, muito confuso. Acho que esse é o desejo de muitos capoeiristas, ter uma unificação no sistema de graduação da nossa capoeira. Enquanto os capoeiristas, na escala de cima para baixo ("grandes mestres") não se conscientizar, vamos estar andando para trás."


Mestre Linguiça – Arte de Bamba

"Nossa arte é livre e como cultura se propaga através dá oralidade e do fazer. Então, na minha há opinião, mais importante que as cores e o material usado para identificação das graduações, seria a autenticação dos títulos, ex: Instrutor, Professor, Contramestre e Mestre. Desta forma o que teria maior significância seria os títulos e não as cores e os materiais usados. Mas independentemente dá variação de cores, materiais e formatos, nossa arte é mágica e agregadora e esse é apenas uma das várias outras questões atribuídas a nossa linda e maravilhosa arte."




Mestre Preguiça – Iê Capoeira

"Quando comecei a capoeira em 1978 só existiam 2 tipos de graduação, a graduação da federação, criada pelo mestre Mendonça, em 1972, que era as cores da bandeira do Brasil
E as outras graduações eram da senzala corda vermelha. Agora fizeram  uma bagunça  danada com as graduações. É uma pena."





A imagem pode conter: 1 pessoaMestre Cid – Capoeira Terranossa

"Antigamente existiam dois tipos de graduações, cordel, que eram as cores da bandeira do Brasil e corda, que era a linhagem da Senzala. Não tinha muito mistério. Com o passar do tempo, com a vaidade dos homens, o que aconteceu? Foram criando graduações e graduações, misturando as cores, uma vaidade. Um dia o cara tá no seu grupo, aí ele sai e faz um grupo para ele e cria uma nova graduação. Acho que nunca vai conseguir padronizar. Se conseguisse voltar como era antigamente com apenas dois tipos de graduação, corda e cordel, mas é muito difícil por conta da vaidade dos homens que é muito grande."


Mestre Ron – Raízes de Vila Nova

"Eu acredito que as graduações deveriam sim ser padronizada. No mínimo isso mostraria um pouco de organização dos capoeiristas, mas sei que dificilmente isso possa acontecer. Hoje existem muitas potências na capoeira que impedem essa unificação.
O número de grupos criados dificulta e muito que se chegue a um acordo. Poucos abririam mão da sua razão em relação a sua graduação.
Se, de repente, essa unificação trouxesse benefícios para os representantes de cada grupo, talvez se pudesse pensar na ideia. Teria que se fazer um estudo, para isso teríamos que ouvir os mestres que lideram os grandes grupos. O negócio é que ninguém vai largar mão de nada se não tiver algum beneficio. Infelizmente é desse jeito."


Mestre Kaco – Rede Anca

"Eu acho que, no momento atual, já se faz necessário unificar. As pessoas já vivem imitando umas às outras. Sendo assim, não vejo problema algum!"

sexta-feira, 24 de março de 2017

Projeto Motivação leva Capoeira para o MAC

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Uma parceria da Secretaria de Esporte e Lazer de Niterói com a Associação de Capoeira Terranossa promove, neste sábado, um aulão de Capoeira no Museu de Arte Contemporânea.

Com o objetivo de incentivar a prática esportiva no município, o Projeto Motivação ocorre todo último sábado do mês em diversos pontos da cidade. Além do MAC, as atividades ocorrem também na Praia de Icaraí, Largo da Batalha, Praia de São Francisco, Horto do Barreto e no Skate Parque de São Francisco.

No sábado (25/03), será a vez do MAC, considerado Patrimônio Nacional, receber a Capoeira, desde 2014 reconhecida pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, para mostrar que arte e esporte andam de mãos dadas.


A atividade será comandada por Mestre Cid, presidente da Associação de Capoeira Terranossa e é aberto para todos, iniciantes e profissionais, sem limite de idade.

Mestre Cid possui um sólido trabalho em Niterói e há 30 anos ministra aulas em escolas e academias
da cidade. A Associação comandada por ele possui filiais em mais seis estados e em sete países.

Serviço:

Projeto Motivação – Capoeira no MAC

Data: 25/03/2017
Horário: 16 h às 17h30
Local: MAC – Museu de Arte Contemporânea
Endereço: Mirante da Boa Viagem, s/nº – Boa Viagem, Niterói/RJ




quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Intercâmbio Internacional começa hoje em Niterói

Roda na praia de Icaraí marca o início do evento




Rio de Janeiro - Brasil

De hoje a domingo a Universidade Federal Fluminense recebe o Intercâmbio Internacional da Associação de Capoeira Terranossa. 

O evento comemora os 10 anos de existência da escola e tem diversas atividades na programação. Destaque para o Eco Terranossa, que promove a conscientização e integração dos capoeiristas com a natureza e esse ano convida para uma roda de capoeira no topo do Costão, Parque Estadual da Serra da Tiririca, seguida de aula de acrobacias na praia de Itacoatiara.

O sábado (14) termina com o lançamento do CD Meu berimbau, Meu camarada e show ao vivo com o Mestre Alexandre Batata, direto de Portugal.

O evento tem como ponto alto a formatura de professores, contramestres e mestrandos e a troca de cordas dos alunos e graduados, que ocorre no sábado(14).

 A festa comandada por Mestre Cid, presidente do grupo e organizador do evento, contará com a presença de capoeiristas de várias partes do Brasil e de países como Portugal, Colômbia, Espanha, Rússia, África do Sul e Angola.


Programação:


12 DE JANEIRO – QUINTA-FEIRA:
19 h – Caminhada da Capoeira
Berimbalada e roda nos diferentes pontos turísticos do Caminho Niemeyer
Local: Praia de Icaraí (Em frente a Reitoria da UFF – Universidade Federal Fluminense – Rua Miguel de Frias)
20 h – Aulão de atualização com professores
Local: Praia de Icaraí (Em frente a Reitoria da UFF – Universidade Federal Fluminense – Rua Miguel de Frias)


13 DE JANEIRO – SEXTA-FEIRA:
19 h – Palestra: Planejamento didático e pedagógico para Capoeira
Palestrante: Contramestre Minhoca – Capoeira Terranossa/RJ
Local: Auditório da UFF – Universidade Federal Fluminense
19 h 30 – Workshop: Preparação Física de alto rendimento para Capoeira
Ministrante: Contramestre Naja – Capoeira Terranossa/RJ
Local: Auditório da UFF – Universidade Federal Fluminense
20 h – Vivência com Mestre Cid
Local: Auditório da UFF – Universidade Federal Fluminense


14 DE JANEIRO – SÁBADO:
9 h – Palestra: Prevenção de drogas – Geração careta
Palestrante: Sandro Araújo – Coordenador e idealizador do Projeto Geração Careta
Local: Ginásio da UFF – Universidade Federal Fluminense
9 h 30 – Vivência
Ministrante: Mestre Caçapa – Capoeira Terranossa/RJ
Local: Ginásio da UFF – Universidade Federal Fluminense
11 h – Lançamento do CD Ninguém é Rei Sozinho
Mestre Cobra Coral – Capoeira Terranossa/SP
Local: Ginásio da UFF – Universidade Federal Fluminense
12 h – Almoço
14 h – Palestra motivacional com Adalmir Ferreira
Local: Ginásio da UFF – Universidade Federal Fluminense
14 h 15 Formatura de Professores, Contramestres e Mestrandos
Local: Ginásio da UFF – Universidade Federal Fluminense
17 h – Shows e apresentações culturais:
Oficina de Frevo
Ministrante: Professora Zangada /PE
Apresentação de Maculelê
Equipe do Contramestre Minhoca.
Apresentação de Dança do Fogo
Professor Espigão – Capoeira Terranossa/AL
Lançamento do CD Meu Berimbau Meu Camarada
Mestre Batata – Companhia de Capoeira Contemporânea /Portugal
Local: Praça da Cantareira. São Domingos. Niterói/RJ


15 DE JANEIRO – DOMINGO:
7 h – EcoTerranossa – Subida ao Costão e roda
Com os alunos da UFF e do Projeto Geração Careta (Sandro Araújo)
Local: Parque Estadual da Serra da Tiririca – Praia de Itacoatiara


Serviço:

Data: 11 a 15 de Janeiro de 2017
Local: UFF – Universidade Federal Fluminense
R. Visconde Do Rio Branco, S/N – Campus do Gragoatá – São Domingos – Niterói
Realização: Capoeira Terranossa


Direção: Mestre Cid





quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Mestre Alexandre Batata de volta ao Brasil

Vivendo em Portugal, o mestre chega ao país para o lançamento de seu novo CD


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Imagem cedida de arquivo pessoal
Rio de Janeiro - Brasil

Mestre Alexandre Batata desembarcou em terras tupiniquins logo no início do ano. Na mala, além da energia e do vozeirão inconfundível, o Mestre trouxe seu novo CD. 

Gravado ao vivo em Portugal, Meu berimbau meu camarada, terá seu lançamento em Niterói/RJ, no dia 14 de Janeiro.

A noite de autógrafos é parte da programação do Intercâmbio Internacional Capoeira Terranossa, que comemora os dez anos de existência da Associação. O momento não poderia ser mais oportuno, já que Mestre Cid, responsável pelo evento e presidente da instituição, é aluno do Mestre Alexandre Batata, de quem recebeu a graduação de mestre há  22 anos.

Quem estiver presente poderá levar para casa o CD autografado e ainda curtir um som ao vivo, que encerrará o dia de atividades.


Fique atento a agenda do Mestre Alexandre Batata no Brasil:

04/01
Roda do Mestre Bocka
São Gonçalo/RJ

07/01 
Roda do Mestre Mintirinha
Rio de Janeiro/RJ

11 a 15/01 
Intercâmbio Internacional Capoeira Terranossa
Niterói/RJ

14/01
Lançamento do CD Meu berimbau meu camarada -20 h 30
Local: UFF - Universidade Federal Fluminense
R. Visconde do Rio Branco s/n – Campus do Gragoatá – São Domingos – Niterói


Contato:

Mestre Alexandre Batata
E-mail



segunda-feira, 16 de março de 2015

Mestre Caçapa tem seu dia D

O evento "Dia D do Capoeirista" lotou a Arena Jovelina Pérola Negra








No último final de semana a Associação de Capoeira Terranossa recebeu os convidados do evento "O DIA D DE UM CAPOEIRISTA", evento de formatura do Mestre Caçapa, realizado no Rio de Janeiro/RJ.





No sábado(14/03), as atividades ocorreram no Piscinão de Ramos. Os Mestres Paulão, Altair, Gegê e Montana, ambos do Rio de Janeiro, palestraram para os capoeiristas presentes. 


Os aulões ficaram por conta do Mestre Cid, presidente do Capoeira Terranossa, e do Professor Jabazinho, vindo de Porto Alegre especialmente para a ocasião. 



No domingo(15/03), a Arena Jovelina Pérola Negra, na Pavuna, recebeu mais de 60 mestres para confirmar a corda vermelha conferida ao agora mestre, Caçapa.





A cantora Nai Dias abriu a cerimônia com uma música do Mestre Toni Vargas, acompanhada pelo violonista Tacito Savoya. Uma pequena encenação mostrou a necessidade de união dos escravos para que a liberdade fosse conquistada. 



Aos 4 anos, Guilherme deu show ao lado de seu pai, Instrutor Sombra, cantando e tocando diante da plateia emocionada. Não é a primeira vez que o pequeno mostra sua desenvoltura com o berimbau e o canto. 

A roda de contramestres e mestrandos simbolizou a despedida da graduação para o começo de uma nova jornada, agora com a corda vermelha. 


Os mestres subiram ao palco para a entrega da tão esperada graduação. A corda passou de mão em mão como uma forma de simbolizar o consentimento e de passar axé ao novo mestre.






Guaracy Guedes, nome de batismo do Mestre Caçapa, completa 39 anos em alguns meses e tem uma trajetória bastante marcante na Capoeira. Ainda menino começou a treinar Capoeira Angola com o Mestre Brinco, que era patrão de sua mãe. Ao lado do Mestre Cid está há cerca de 18 anos. 

O blog Capoeira de Toda Maneira parabeniza o Mestre Caçapa e deseja ainda mais sucesso em sua caminhada.




 Fotos: Maíra Gomes, Monitora Zangada, Professor Mandinga e Instrutora Malagueta.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

1º Intercâmbio Cultural Terranossa marcou pela emoção

A organização e a presença dos amigos tornou o evento inesquecível


M.Cid entrega as cordas aos contramestres Minhoca e Naja




Não seria exagero dizer que a emoção foi o principal ingrediente do evento que comemorou os sete anos de existência da Associação de Capoeira Terranossa.

O Intercâmbio Cultural aconteceu no Ginásio Caio Martins, em Niterói/RJ. As atividades começaram pela manhã, com o seminário que foi o teste final para as trocas de cordas, e terminaram a noite, com feijoada e a entrega de certificados. 
Mestres presentes

A formatura de contramestres de Minhoca/RJ e Naja/RJ foi sem dúvidas o momento mais esperado do evento. Aproveito para parabenizar o belíssimo texto escrito pela aluna Anna Alice, que homenageou o Contramestre Minhoca.

Mandinga/RJ, Du Sinal/RJ, Jabazinho/RS e Corisco/RJ integram agora o time de professores, que conta ainda com Petróleo/RJ e Dendê/Colômbia, que receberam o segundo grau de professor nesse evento, Descobridor/Africa do Sul, Espigão/AL, Leão/SE,Vocabulário/AL e Dedeu/Espanha. 
Professor Corisco se emociona ao receber a nova graduação

O ponto alto da formatura de professores ficou por conta do Professor Corisco, que com a voz embargada cantou e emocionou todo mundo. 

Entre os instrutores do grupo agora estão Nescau/RJ, Disposição/RJ, Fortaleza/Colômbia e Sombra/RJ.

Pitú/RJ, Zangada/RS e Odalisca/AL são os novos Monitores da Capoeira Terranossa. 

Professor Mandinga e Instrutor Sombra
As fotos do evento estão na página do Blog no Facebook. Já conhece? Curte que rola conteúdo exclusivo por lá.

No nosso canal no Youtube tem 13 vídeos inéditos do evento. Aproveita e se inscreve lá, os vídeos
são postados sempre antes no canal.

Destaque para o bate-papo com os mestres Genaro e Polaco, que vocês podem ver com exclusividade.


segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Niterói vai ser palco do primeiro Intercâmbio Cultural Terranossa

De 26 a 31 de Agosto Niterói recebe mais um evento da Associação Terranossa de Capoeira. O Intercâmbio Cultural, que comemora os sete anos de existência do grupo, tem em sua programação palestras, cursos e troca de cordas.

“O evento irá possibilitar a integração entre os membros dos seis estados brasileiros e dos sete países do mundo. A ideia é garantir que o grupo todo fale a mesma língua, mesmo em continentes diferentes.”, explicou Mestre Cid, presidente do grupo e organizador do evento.

A programação terá início com aulas nos principais centros de treinamento do Rio de Janeiro. No dia 26 o Professor Naja recebe os integrantes do grupo para uma aula em sua academia, em Campo Grande. No dia 27 é a vez do Mestre Cid comandar o treino em Niterói. Para fechar o ciclo de aulas, Professor Minhoca ministra aula em Vicente de Carvalho no dia 28. 

Na sexta-feira, dia 29, as atividades ficam concentradas em Niterói. Pela manhã Eco Terranossa, em Itacoatiara e a noite  tem roda na Praia de Icaraí.

No sábado as atividades começam mais cedo para os integrantes do grupo, com a capacitação e os exames para as trocas de corda. Após o almoço haverá Seminário com Mestres convidados. Entre os já confirmados, Mestre Polaco, Mestre Genaro e Mestre Gegê. No fim da tarde é hora de receber os amigos para a formatura e troca de cordas.

São esperados cerca de 200 capoeiristas para o sábado 30/08, quando acontece a troca de cordas e a formatura, a partir das 17h. Mestre Cid pretende entregar cerca de 40 cordas, entre elas, cordas de Contramestre, Professor, instrutor e Monitor.


Fique por dentro da programação completa:

26/08
19h – Treino em Campo Grande – Professor Naja
Academia Terranossa
Rua Seabra Filho, 377. Inhoaíba. Campo Grande. Rio de Janeiro/RJ

27/08
20h – Treino em Icaraí – Mestre Cid
Complexo Esportivo Caio Martins
 Av. Roberto Silveira esquina com Rua Presidente Backer. Icaraí. Niterói/RJ.

28/08
19h – Treino em Vicente de Carvalho – Professor Minhoca
Colégio Isa
 Rua Iere, 23. Vicente de Carvalho. Rio de Janeiro/RJ

29/08
Eco Terranossa
Praia de Itacoatiara

20h – Roda
Praia de Icaraí

30/08
8h – Cursos, Palestras e Exames
Complexo Esportivo Caio Martins

14h – Seminário com mestres convidados
Complexo Esportivo Caio Martins

17h – Formatura, Batizado e Troca de cordas
Complexo Esportivo Caio Martins

31/08
10h – Confraternização
Complexo Esportivo Caio Martins

terça-feira, 8 de abril de 2014

Mestre Cid comemora aniversário no Dia Internacional do Esporte

A roda de aniversário do presidente da Associação de Capoeira Terranossa aconteceu no último domingo (06/04), no Estádio Caio Martins, Niterói/RJ.

A roda reuniu capoeiristas de várias partes do estado e também de São Paulo, que estiveram presentes para prestigiar e homenagear o Mestre.

Mestre Cid ministra aulas gratuitas  e também é coordenador de piscina no Estádio Caio Martins.

A comemoração também fez parte das comemorações pelo dia Internacional do esporte, comemorados com diversas atividades esportivas, como Judô, Natação, Badminton, Muay Thai, entre outros.


O Blog esteve lá e conferiu de perto o axé dos convidados e os olhares atentos do público presente.

Tem foto? Tem! Tem vídeo? Tem também. Corre lá na página do Blog no Facebook e confere as fotos dessa super festa. Aproveita e curte a nossa página, as fotos vão sempre pra lá em primeira mão.

Os vídeo estão disponíveis no nosso canal do Youtube. Não tá inscrito ainda? Tá perdendo. Lá sempre tem novidades..

Gostou? Curte, compartilha e me ajuda a divulgar o trabalho aqui no Blog

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Mestre Cid realiza evento infantil em Niterói/RJ




Há mais de 20 anos trabalhando com crianças na Cidade de Niterói, Mestre Cid- Capoeira Terranossa reuniu a criançada no colégio São Vicente para o batizado e troca de cordas. Com cama elástica, pipoca, refrigerante e algodão doce, as crianças tiveram um dia de muita diversão ao lados dos pais e profissionais. Ao final os pequenos receberam medalhas como forma de estímulo aos treinos.

O evento contou com a presença do Mestre Alexandre Batata - Companhia de Capoeira Contemporânea/Portugal, que acabou de chegar ao Brasil (em breve teremos uma matéria com as últimas novidades sobre a chegada do Mestre), Mestre Columá - Cia Capoeira/RJ e Mestre Cobra Coral - Capoeira Terranossa/SP.




Fotos: Mestre Cobra Coral





quarta-feira, 27 de março de 2013

Mestre Cid comemora seu aniversário em Niterói nesta quinta-feira


Mestre Cid, presidente da Associação de Capoeira Terranossa, completa 56 anos amanhã. A roda será no bar "Se segura malandro" e após a roda haverá uma  confraternização. 
O bar fica localizado na Rua Mariz e Barros, nº 351. Icaraí. Niterói/RJ.


Pra quem não acompanhou, o Mestre Cid já foi homenageado anteriormente aqui no Blog, 2011, 2012 e aqui tem uma entrevista com ele.
Ao meu mestre desejo tudo de melhor, que seu coração enorme esteja sempre em paz, porque quando estamos em paz com o que sentimos, somos justos, somos felizes e somos admirados. Tenho muito respeito pelo sólido trabalho construído até hoje e agradeço por tudo que me tem permitido aprender estando ao seu lado como aluna e amiga.






quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Evento em Niterói reúne capoeiristas do Rio e São Paulo






No último domingo(09/12) capoeiristas do Rio de Janeiro e São Paulo estiveram presentes em Niterói/RJ no evento infantil que o Mestre Cid, Presidente da Capoeira Terranossa, realiza tradicionalmente duas vezes ao ano.
Mestre Spock, Mestre Mancha e Mestre Cobra Coral, além de integrantes da Associação Iê Capoeira, Manduca da Praia e E.C.B.C. contribuíram para mais um evento de sucesso.
Com pipoca, refrigerante, cama elástica e muita Capoeira, a molecada saiu de lá feliz. Crianças felizes, pais satisfeitos.
O evento contou com a participação de mais de 300 crianças de escolas como Marly Cury, Cirandinha, São José, São Vicente, Centrinho, Maia Vinagre, Nit Júnior, entre outros colégios tradicionais da Cidade de Niterói.
Separadas por horário, o que diminui o tempo que os pais esperam para ver os filhos, as turmas passavam por um aquecimento, depois podiam jogar com os profissionais presentes. Para fechar, a cada bateria um show de acrobacias encantava a todos os presentes.

Parabéns ao Mestre Cid, a equipe Terranossa que esteve presente em peso e aos amigos que deram show no evento!
Quer ver mais fotos? Acesse nossa página no Facebook.





segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Entrevista


  Mestre Cid

         Capoeira Terranossa

Nascido em 28 de Março de 1957, no Rio de Janeiro, Milciades Ferreira da Costa Dourado, hoje conhecido por toda a comunidade capoerística como Mestre Cid, diz que o reconhecimento dos alunos é muito gratificante pra ele, "Os alunos são tudo na minha vida!", afirmou em um bate-papo descontraído. O mestre que hoje dá aulas todos os dias da semana, em vários horários diferentes, foi seguido um dia inteirinho, porque essa era única maneira de conseguir uma entrevista, já que nos fins de semana, seu tempo é dividido entre eventos de capoeira e a família. O pouco tempo que tem para descansar é dedicado à esposa e a seus dois filhos, Raphael e Amanda. 
Família, profissão e reconhecimento  foram os temas da nossa entrevista, que está imperdível e emocionante.

*A entrevista a seguir é uma compilação de duas entrevistas feitas anteriormente (2006 e 2008) e publicadas no Blog Nyx e no site da Associação de Capoeira Terranossa. 

(Maíra Gomes) - Como e quando o senhor começou a treinar capoeira? Em que grupo e com que mestre?

(Mestre Cid) – Eu comecei a treinar capoeira com 15 para 16 anos em Laranjeiras, após uma apresentação de um grupo de capoeira "Furacões da Bahia" numa churrascaria na Rua das Laranjeiras, que meu pai levou as crianças, né?! Aí nós ficamos impressionados com aquela apresentação. Meu pai tinha uma condição boa na época, uma casa muito grande, contratou o grupo pra fazer a apresentação dentro da minha casa. O interesse foi grande, o Cebolinha (hoje mestre na Bahia) ficou morando na minha casa e ficou dando aula pra gente lá nos fundos, comecei a treinar capoeira nessa época. Mas depois no Grupo Senzala, eu treinei com Mestre Camisa (hoje mestre do grupo Abadá), Mestre Peixinho, Mestre Cláudio Moreno, Mestre Gato, Mestre Sorriso, Mestre Garrincha. Eu era muito fominha, treinava de manhã, de tarde e de noite.

(Maíra Gomes) - O senhor sofreu um acidente de moto em 1977, aos 20 anos. Esse acidente lhe fez perder a visão da vista esquerda. Como o senhor encarou o problema? Isso atrapalhou a sua permanência na capoeira?

(Mestre Cid) – Totalmente. Atrapalhou muito, porque você tem que reaprender a viver, você perde a noção de profundidade, você perde tudo. Fora o psicológico né?! Você fica abalado. De uma hora pra outra, você saber que vai ficar limitado por causa de uma visão. Mas como eu sempre fui muito radical em certas coisas, eu botei na minha cabeça que eu ia superar, que eu não ia para o lado errado.Treinei mais, voltei a fazer tudo, jogar bola, que eu jogava, treinar capoeira e cada vez treinar mais, para tentar superar isso aí e provar para todo mundo que eu era capaz. Da minha geração o único que se formou fui eu.

(Maíra Gomes) - Antes de ministrar aulas de capoeira o senhor chegou a trabalhar em outras atividades?

(Mestre Cid) – Várias atividades. Mecânico de refrigeração, eu tive bar, tive lanternagem e pintura também. Várias atividades e cursei faculdade de direito até o quarto período.

(Maíra Gomes) - Quando o senhor descobriu que queria dar aulas de capoeira?

(Mestre Cid)– Eu ajudava nas aulas. Eu só ajudava, mas não tinha o meu trabalho. Aí aqui treinando junto com o Mestre Batata, ele começou a passar a responsabilidade para mim, de horário, de chegar, de ter que ficar dando aula e isso me fez ter muita vontade de ter essa responsabilidade. E me fez muito bem também, porque eu sempre fui uma pessoa muito tímida, isso tava mexendo comigo, tava me ajudando bastante a desenvolver esse lado de deixar de ser tímido.

(Maíra Gomes) - Que outra profissão o senhor teria tido senão tivesse ingressado na capoeira?

(Mestre Cid)– Eu tentei a faculdade de direito, mas descobri que não era a minha praia, tava só gastando dinheiro, que eu trabalhava para poder pagar a faculdade e não ia ser isso. A profissão que eu tenho é técnico em contabilidade e técnico de refrigeração, que essa profissão eu exercia muito bem, mas chegou a "encher o saco".

(Maíra Gomes) - O senhor tem um trabalho muito forte em Icaraí, principalmente com crianças. Trabalho esse que vem sendo desenvolvido há 30 anos. Além das aulas infantis nas academias, o senhor também dá aulas em escolas como "Cirandinha", "Marly Cury", Mv1 dentre outros. Colégios que atendem uma classe privilegiada de Niterói. É mais difícil atender esse público? O senhor tem autonomia na sua metodologia de ensino ou há alguma interferência da escola?

(Mestre Cid) – Não é mais difícil. É gratificante porque o salário é bom, a gente ganha muito bem. Hoje o professor de capoeira dando aula em escolas particulares, se brincar, ganha mais que um médico, que deveria ser melhor remunerado. Mas um professor de capoeira, hoje ganha muito bem. É muito gratificante para quem gosta de criança, para quem gosta de trabalhar com criança. Não vejo nenhuma dificuldade em trabalhar com criança. Em relação à interferência da escola, de maneira nenhuma, porque a partir do momento que você desenvolve um bom trabalho ninguém vai opinar, mas se o trabalho não tivesse sido bem desenvolvido haveria interferência da escola. Até hoje, nunca houve interferência não. Tem planejamento de aulas, eu tenho uma equipe boa de professores, a gente está sempre tentando melhorar.

(Maíra Gomes) - Esse trabalho com crianças, devido à classe social que ele atinge, é mais difícil de ser feito?

(Mestre Cid) – Com certeza. É muito mais difícil e requer muito mais atenção do que você dar aula numa comunidade. A aula numa comunidade, o aluno ta ali porque quer mesmo, quer fazer, não é modismo. Uma certa parte na rede particular é um pouco de modismo. Através da mídia, a capoeira ta na mídia, aí os pais colocam os filhos, mas a partir do momento que eles tem o contato com a capoeira, gostam. Mas tem que ter todo aquele cuidado, não pode ter um machucado, não pode cair, não pode nada. Tem que ter todo um cuidado maior. Em relação às comunidades já não. Já ta no sangue.

(Maíra Gomes) - O senhor foi homenageado no ano de 2004 com uma menção honrosa na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Como foi receber essa homenagem?

(Mestre Cid) – Foi muito legal. Fiquei muito feliz. Foi uma coisa assim que eu não esperava que fosse tão legal. Achei muito legal mesmo, mas ficaria muito mais feliz se fosse Niterói que é minha cidade.

(Maíra Gomes) - Há um tempo atrás houve uma tentativa de regularizar a capoeira, fazendo com que os profissionais de capoeira fizessem cursos, para ter seu número do CREF/CONFEF (Conselho Regional de Educação Física/ Confederação de Educação Física) e assim terem uma espécie de licença para dar aula. Essa intervenção do conselho para o senhor é benéfica? Na sua opinião essa regulamentação é necessária? Como está essa situação atualmente?

(Mestre Cid) – Muito benéfica. Vai credenciar melhor o profissional. E não parou não. O CREF ta em cima. Porque aí você vê, para você dar aula numa escola boa hoje tem que ter referência, se você não tem o CREF de cara você não vai. Montou uma academia nova, você quer dar aula lá, chega um garoto pra dar aula à primeira coisa que eles vão fazer é pedir CREF. Isso é muito legal. Agora em relação aos mestres antigos, é um direito adquirido, não tem como a lei ser retroativa. Mas isso aí daqui pra frente vai obrigar o profissional de capoeira a se interessar, a estudar. E eu fiz dois anos de CREF.

(Maíra Gomes) - O senhor sempre esteve muito envolvido com trabalhos sociais, campanhas, dando aulas para pessoas menos favorecidas, ajudando da maneira que pode os menos privilegiados. Qual a importância da capoeira pra esses jovens e crianças e como pretende continuar esse trabalho social?

(Mestre Cid)– A importância é toda. Para criança ocupar o tempo, não ficar à toa, não ficar pensando em besteira. Ta aprendendo uma defesa, é uma luta, é um esporte e é uma profissão. É uma profissão que hoje você vê muita gente vivendo de capoeira aí. Quem vive só de capoeira, como é o meu caso, vive bem. Agora quem não acredita na capoeira, trabalha um pouquinho na capoeira, trabalha um pouquinho ali, não acredita, eu acho que nunca vai crescer na capoeira, mas é uma profissão hoje. Tem vários exemplos dentro do grupo, gente que não tinha perspectiva nenhuma de vida, hoje ta bem de vida.

(Maíra Gomes) – E como esse trabalho continua sendo desenvolvido hoje?

(Mestre Cid) – É difícil, ta muito difícil. Porque ano eleitoral, ano que tem eleição, fica mais fácil, tem um apoio, coisa e tal, vem uns projetinhos. Depois que são eleitos eles somem. Mas agora a gente ta com uma meta, para um novo espaço para o pessoal carente, nas comunidades. To tentando desenvolver isso aí.

(Maíra Gomes) - Como em todos os esportes, há uma rivalidade entre alunos de alguns grupos. Como o senhor vê essa rivalidade? Ela vem só dos alunos, ou alguns mestres apoiam esse tipo de rixa?

(Mestre Cid) – A capoeira para quem não sabe, funciona igual futebol. Flamengo, Vasco, Fluminense, a rivalidade é natural. Por um lado é até benéfica, porque as pessoas vão desenvolvendo mais naquela competitividade e vão melhorando. Geralmente é a cabeça dos alunos, "ah meu mestre é melhor do que o seu!", para um mestre isso é muito difícil, se é um mestre de capoeira mesmo, não vai ter essa besteira não. Agora se é um cara que dá aula de capoeira e tem outra profissão e o cara não vive de capoeira mesmo, aí tem cabeça pequena ainda.

(Maíra Gomes) - A influência da mídia é algo muito forte na vida dos brasileiros, talvez no mundo todo seja assim. O senhor sente nas academias em que dá aula, como a mídia influência à entrada de novos alunos na capoeira?

(Mestre Cid)– Com certeza, se não fosse a mídia à gente tava estagnado. A mídia é tudo, a capoeira chegou aonde chegou através da mídia e dos bons profissionais.

(Maíra Gomes) - O reconhecimento que mais emociona é o dos alunos ou da comunidade capoeirística?

(Mestre Cid) – Dos alunos sem dúvidas. A comunidade capoerística rola uma rivalidade ainda, tem sempre um querendo puxar o tapete do outro. Os alunos são tudo na minha vida.

(Maíra Gomes) - Mestre Pastinha dizia que o capoeirista não podia viver de capoeira. Apesar de todas a s dificuldades muitas pessoas tiveram uma chance na vida, se tornando profissionais de capoeira. Como o senhor vê essa questão contraditória?

(Mestre Cid) – Mestre Pastinha falava que não podia viver de capoeira porque na época a capoeira era marginalizada, hoje em dia a capoeira é uma profissão. Hoje é reconhecido o Mestre de capoeira. Quem vive de capoeira como eu falei anteriormente, vive bem hoje, acreditando na capoeira vive bem, é só trabalhar. Você quer viver de capoeira, dá aula o dia inteiro. Você não vai querer viver de capoeira dando uma aula por dia e vai querer ganhar bem?! Se você der aula o dia inteiro, acreditar na capoeira, a capoeira vai te dar um retorno.

(Maíra Gomes) - Ser Mestre é muita responsabilidades e é também o sonho de muitos capoeiristas. O senhor sabia desde o início que seguiria na capoeira até chegar a mestre? Era um sonho? O que mudou na sua cabeça quando o senhor foi graduado Mestre?

(Mestre Cid) – Ser mestre não é ser graduado, é uma conseqüência do tempo. Quando eu peguei minha corda de mestre em 1995, a corda não dizia nada que eu era mestre, só o tempo ia dizer, o trabalho, o reconhecimento dos alunos, da sociedade, desenvolver um trabalho. Porque não adianta você pegar uma corda de mestre hoje e amanhã você parar, você vai ser mestre de quem? Mestre de você mesmo? Eu sempre quis ser professor, ser mestre seria a conseqüência, o professor pra mim era dar aulas, ter o contato, botar pra fora a timidez, falar em público, realizar eventos, dor de estômago por ta nervoso no evento, hoje em dia já não acontece mais, graças a deus.

(Maíra Gomes) - Dentro das suas turmas de alunos nós podemos ver várias classes sociais. A capoeira é acima de tudo uma arte com valores de igualdade, liberdade, fraternidade, respeito, conceitos esses muito fortes, que estão embutidos na própria filosofia da capoeira. O senhor já presenciou alguma forma de preconceito entre os seus alunos?

(Mestre Cid) – Dentro dos meus treinos, entre os meus alunos, o preconceito que eu sempre observei, mas tento corrigir é em nível de talento, por ser melhor, não por racismo. Pelo contrário "Ah o outro é melhor", "Tem mais atenção", é mais um ciúme. Eu sempre costumo conversar com os alunos a respeito disso "Quando você entrou na capoeira, se você não tivesse uma atenção, você não estaria hoje na capoeira".Porque da minha turma eu era o que tinha menos jeito e mesmo assim to até hoje.

(Maíra Gomes) - Como é a responsabilidade de ser presidente de um grupo?

(Mestre Cid) – Muito grande, uma ocupação total. Tem que se dedicar 24 horas por
dia à capoeira, senão não dá não. É muita responsabilidade, mas sempre fui muito
responsável e determinado, desde criança, graças a meus pais.

(Maíra Gomes) – E muda a maneira de pensar depois que se torna presidente de um grupo, por causa da parte burocrática que começa a aparecer mais?

(Mestre Cid) – É muito diferente, né? Tem que ser mais flexível, ouvir todo mundo. Tem sempre que fazer reuniões do grupo, porque é cobrança o tempo todo. Isso se quiser
crescer, né?!

(Maíra Gomes) - Hoje o grupo está sediado em Niterói, mas foi fundado na áfrica do sul, como o senhor vê esse intercâmbio entre nações?

(Mestre Cid) – Fantástico né? Capoeira e áfrica, tudo a ver. Deus sempre foi muito bom pra mim.

(Maíra Gomes) – Porque foi ao contrário, geralmente os grupos nascem no Brasil e ganham o mundo e dessa vez não, o senhor vê alguma diferença?

(Mestre Cid) – Não porque o Amilcar (Instrutor Descobridor), ele já tinha treinado comigo aqui no Brasil. Depois ele passou mais um tempo com os alunos dele aqui e treinou comigo novamente. Depois nessa viagem a África do Sul surgiu essa idéia de presidir o grupo. Mestre Mintirinha me disse “Levanta a cabeça e vai em frente, poucos já estiveram na
África”, e eu agradeço a ele pelo apoio.

(Maíra Gomes) - Em relação à técnica, como está a capoeira na África do sul?

(Mestre Cid) – Muito legal, até porque já existia esse intercâmbio, de treinar aqui, então a gente fala a mesma língua. A capoeira ta atualizada. Eu tenho ido, tenho ensinado e tenho aprendido muito também.

(Maíra Gomes) – Mestre, vou terminar muito obrigada pela oportunidade.

(Mestre Cid) – Valeu!

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