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segunda-feira, 3 de abril de 2017

A palavra do Mestre - Graduações - Parte 3



Hoje nós temos a terceira parte da série sobre graduações que começamos aqui no Blog. Caso você tenha perdido, na Parte 1 o Mestre Alexandre Batata deu uma verdadeira aula sobre as graduações na Capoeira, desde os primórdios até os dias de hoje. Já na Parte 2 , temos a opinião de 6 grandes mestres sobre o tema.

Vamos lá?




Mestre Catitu – Herança Cultural

"Desde que me conheço como capoeira ouço falar em unificação e padronização no sistema de graduação. 
Na minha visão seria muito importante e interessante a padronização única da graduação, mas, por outro lado, vejo que a capoeira é muito mais forte do que qualquer tipo de padrão imposto!
Sua diversidade, raízes e tradições se entrelaçam e isso acaba sendo muito mais forte de que qualquer coisa imposta.
O que me deixa triste é a criação exacerbada, sem origem e fundamento nas graduações que vem surgindo a cada dia!"








A imagem pode conter: 1 pessoaMestre Chacal – UBADAC

"Na minha opinião tinha que existir apenas dois sistemas de graduação: corda, do sistema mais antigo, que é a senzala e cordel, do sistema do Mestre Mendonça. Mas o que acontece é que cada grupo que é montado com pessoas desqualificadas inventa uma graduação, porque não pode seguir o sistema que já existe porque vai ser criticado. O cara sai de um grupo corda azul de graduado e quando encontramos ele novamente ele está com uma corda, exemplo, roxa e laranja, aí fala que é a corda de professor do grupo dele, porque se ele colocar marrom a galera vai criticar e a roxa e laranja ninguém entende e sabe o que é, aí ele passa batido nas rodas. Esse é o meu ver.
Enquanto alguns, veja bem, alguns Mestres antigos apoiarem esses meninos que ficam sem Mestres porque não querem seguir uma orientação e acham que sabem tudo, a Capoeira vai ficar essa bagunça. Cada menino que sai do seu grupo, monta um grupo, cria uma graduação maluca e tem um Mestre que vai lá e apoia.
Hoje chego nas rodas e não sei mais quem é Mestre e quem é aluno, porque em um grupo a corda é de Mestre e no outro grupo a mesma corda é de aluno."



Mestre Namorado – Ibamolé Capoeira

"Eu acho esse assunto polêmico. Assim como a própria história da Capoeira tem suas “vertentes ou versões”, as tradições regionais  (angola, regional, capoeiragem) desde seu início existiram caminhos diferentes, maneiras, hierarquias, heranças culturais e pontos de vistas variados. Como unificar, padronizar as graduações? Quem cederia? Dos milhares de grupos, qual tem razão e por que? A Senzala vai mudar sua graduação, Muzenza, Abadá, Capoeira Brasil, quem daria o braço a torcer? 
Teria que existir um grande congresso, com seminários, palestras, muita resenha, historiadores respeitados, líderes da Capoeira, estudiosos, um grande debate teria que ocorrer. Aqui é Brasil, todos querem priorizar seus próprios interesses, crenças, ideais. 
A Capoeira é rica, vasta, possui contextos lúdicos, pedagógicos, culturais, esportivos, eu, particularmente cederia a uma grande mudança, verdadeiramente discutida e votada pela  “tribo” da Capoeira. Uma decisão dessas engloba existir uma grande federação, associações sérias e preparadas, coisas distantes. A Capoeira é a cara do Brasil, cheia de jeitinhos, política, apadrinhamentos, interesses diversos, corrupção e etc. 
Não vejo tão cedo existir a tal unificação. A vaidade é mais um contratempo."


A imagem pode conter: 2 pessoas
Mestre Buiu – Rede Anca


"Na minha opinião deveria sim, com certeza. Como forma de respeito a nossa arte, como ética esportiva, para que nossa arte tenha um pouco mais de respeito nos seus fundamentos, deveria. Penso dessa forma, as graduações devem ser unificada sim para um bem maior de toda a massa capoeirista."





Mestre Caçapa – Capoeira Terranossa

"Hoje na Capoeira tem muita gente querendo ter sem poder e gente dando sem ter. Banalização total da Capoeira e de seus fundamentos. A maioria dos mais antigos apoiam isso e não estão dando valor a sua própria história. Estão apadrinhando grupos, ex-alunos e alunos dos outros, com isso as graduações tomam formas e cores diversas, sem controle. Seria bom um sistema único de graduação, mas, com isso, vem várias outras questões. Resumindo, a Capoeira está perdendo o controle, o dinheiro está falando mais alto, o capoeirista está perdendo o sentimento, o coração já não bate mais como antes. Eu estaria disposto a seguir um padrão universal."



Mestre Franja – Rede Anca

"Essa variedade de graduações que tem na Capoeira é bem característico. Só capoeirista que consegue entender esses sistemas e leva tempo para você aprender. Como somos diferentes das outras artes, não tem nada de parecido com a Capoeira nas outras artes, as pessoas acabam entendendo que é uma coisa pejorativa e, na realidade, eu acho até bom, porque só consegue entender essa variedade quem é da Capoeira há muito tempo, que se dedica e realmente quer entender a Capoeira. Não vejo problema nenhum, pelo contrário, acho isso bacana, não acho pejorativo. Cada um tem a liberdade de usar a graduação que quer. Perante as outras lutas somos novos ainda, não dá para comparar. A Capoeira tem uma organização diferente, começa pela roda, pela musicalidade, não dá pra ficar comparando. Geralmente quem fala sobre esse monte de graduações compara com outras lutas, que possuem uma só graduação. Muitos querem que tenha um sistema só, mas eu acho que como a Capoeira, ela não é de uma pessoa só, não é só de uma maneira, ela tem a cara do brasileiro, somos diversos.
Não entendo no que vai melhorar a Capoeira em ter um sistema único de graduação ou se eliminar a graduação. Quando você unifica, ou padroniza, a Capoeira perde muito com isso. A Capoeira foi feita como uma luta de libertação, é livre, é liberta, a Capoeira é para se libertar e no momento que você padroniza ou unifica só em um sistema a gente está cortando todas as vantagens que a Capoeira tem sobre as outras artes. Eu não gostaria que acontecesse isso nunca na Capoeira. Talvez eles pensem que unificando a graduação seria uma maneira de organizar a Capoeira e eu não acredito nessa ideia. A Capoeira tem uma organização única e exclusiva dela, que não dá pra gente comparar com as outras. Então, unificar, colocar regra, ou um único sistema, a gente como capoeirista vai perder muito com isso e não vai somar nada para que a Capoeira se torne mais do que ela é. Isso não significa que não devamos nos organizar. Organizar não quer dizer padronizar, nem unificar, significa melhorar o que já existe, ou dar novos rumos para aquilo que já existe, que é a Capoeira. Lembrando que essa é a minha opinião e não a da Rede Anca, dentro da instituição também temos esse conflito, uns querem, outros não."



segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

A palavra do Mestre - Capoeira é esporte? - Parte 1




A discussão é longa e de simples não tem nada. As opiniões estão divididas e a única certeza é o futuro incerto da Capoeira como esporte. Não sabemos o que de fato vai acontecer, mas é necessário estar atento aos prós e contras gerados por esse reconhecimento. Para ajudar você a chegar a uma conclusão sobre o tema, conversamos com alguns dos mais renomados mestres da nossa arte e perguntamos:

Qual o seu posicionamento sobre o recente reconhecimento da Capoeira como esporte pelo Ministério dos Esportes?

A cada semana você acompanha a opinião de cinco mestres. Hoje: Mestre Boneco, Mestre Caçapa, Mestre Thiara, Mestre Catitu e Mestre Franja.





Mestre Boneco – Capoeira Brasil

“Acho que ela tem espaço para ser esporte também, só não podemos esquecer que, acima de tudo, é uma arte de transformação, ela é cultura de um povo, ela é musicalidade, é ritmo, é dança, é acrobacia, é folclore, arte marcial, tudo isso misturado em uma mesma "panela"!

Dias Gomes traduziu brilhantemente a capoeira em seu poema;
"A capoeira é luta de bailados, dança de gladiadores, duelo de camaradas. Na capoeira os contendores não são adversários, são camaradas, não lutam, fingem lutar, procuram dar genialmente a visão artística de um combate, acima do espírito de competição há um sentido de beleza, o capoeira é um artista, um atleta, um jogador e um poeta ...Há neles um sentido de beleza....”




Mestre Caçapa – Capoeira Terranossa

“A capoeira está sendo aprisionada, no meu ponto de vista. Nesse momento pode parecer bom, mas mais tarde vai mostrar para o que veio. 

A capoeira é arte, é cultura e muitos estão falando que o cara para dar aulas de capoeira vai ter que ser formado em educação física, não sei se e verdade. Aí eu te pergunto, aonde está a liberdade nisso? Hoje o cara é aluno e já monta grupo, imagine esse cara formado em educação física sendo amparado pela lei. No mínimo o cara para ser formado professor é de 10 anos, para ser formado em educação física são 4 anos, tu acha que esse cara vai esperar? Mas isso e só um pouquinho do que pode acontecer. Eu sou contra. 

Outra coisa, quem deu esse poder a eles para reconhecer a capoeira como esporte? ”



Mestre Thiara – Associação Iê Capoeira


“Existem aspectos positivos e negativos. Os positivos são vários como uma maior valorização da capoeira, captação de recursos, exigência de um nível superior para os futuros profissionais da capoeira entre outros, mas a preocupação é com o aspecto cultural da capoeira, os velhos mestres. 

Como ficaria a nossa capoeira nas mãos do Confef? A capoeira é mais que um esporte, qual seria o critério deste órgão para agregar recursos? 

Embora seja formada em Educação Física, não sei se seria bom estes recursos estarem sob a direção deste órgão. Pagamos uma anuidade alta para pouco respaldo, como seria com os capoeiristas?”  






Mestre Catitu – Herança Cultural

“A capoeira é esporte sim, mais também é cultura, é arte, música, é filosofia de vida!

Ela tem que ser reconhecida com tudo isso e ter recursos em todos os âmbitos por ser um patrimônio nosso. Com isso virão os órgãos controladores. Sou contra ela ser regida e fiscalizada por esses conselhos que nada sabem dela. Os saberes da capoeira vão muito além de um diploma.

Eu sou formado em Educação Física e sou contra a capoeira ser controlada por qualquer instituição que não haja algum vínculo com nossa ancestralidade e cultura.

Viva a nossa Capoeira!”






Mestre Franja – Rede Anca

“Eu acho que a Capoeira deveria ser reconhecida como esporte, mas o pessoal que está organizando esse movimento é o pessoal da Confederação Brasileira de Desportos e eles querem pegar o monopólio da Capoeira e isso não é bacana. 

Querem controlar a Capoeira com a ajuda do CREF/CONFEF e a Capoeira é livre, não seria bacana ela ser aprisionada. A Capoeira é um símbolo de libertação. Esse movimento não é um movimento legítimo, pra nós não vai ter vantagem nenhuma. 

Querem levar a Capoeira para as olimpíadas e pra ser um esporte olímpico tem que ter um padrão e a Capoeira não tem isso. Como é que você vai padronizar uma expressão corporal? 

Ela como um esporte entraria numa pasta que tem uma grana, isso pra gente é muito importante, porque é muito difícil conseguir uma grana do governo pra ajudar você a fazer alguma coisa. Se não tivesse esse movimento que quer pegar o monopólio da Capoeira, seria bacana. Cada mestre poderia fazer o seu campeonato, com suas próprias regras e receber um dinheiro do governo. 

Esse movimento desvaloriza o conhecimento dos mestres antigos. Eu sou contra esse movimento e não contra a Capoeira ser reconhecida como esporte, mas um esporte livre! É uma politicagem, eles querem cuidar da Capoeira como se fosse deles e a Capoeira não é de ninguém. Nós Capoeiristas somos da Capoeira. A capoeira é de todo mundo, ela é livre. Ela é até de quem não pratica capoeira, mas gosta, pesquisa, estuda,  fala sobre ela.”

Na próxima semana mais cinco mestres falam sobre o tema.  Nos acompanhe nas redes sociais e fique por dentro de tudo que rola no blog Capoeira de Toda Maneira.

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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Entrevista


MESTRE FRANJA
Rede Anca- Núcleo Abaeté



Adilson de Oliveira Ireno nasceu em 26 de Fevereiro de 1970. Mestre Franja foi como ficou conhecido nas rodas de Capoeira de sua cidade Natal, Descalvado/SP e posteriormente em Campinas/SP, onde mantém um trabalho muito respeitado. Casado, pai de cinco filhos, o mestre é responsável pelo núcleo Abaeté da Rede Anca de Capoeira. Mesmo sem o apoio de sua família ele seguiu na Capoeira e espera que ela possa retomar sua posição na luta pela igualdade.


*A entrevista a seguir foi realizada em Julho de 2012 e é inédita e exclusiva do Blog Capoeira de Toda Maneira 

(Maíra Gomes) - Como foi seu primeiro contato com a Capoeira?

(Mestre Franja) - Eu vi a capoeira pela primeira vez em uma praça da cidade de Descalvado/SP. Era uma roda de inauguração da primeira academia de capoeira da cidade. O nome do grupo era capoeira Angolinha,  mestre Ouriço(Jânio).

(Maíra Gomes) -  Por que o apelido de Franja?

(Mestre Franja) - O meu apelido vem do Franjinha da Turma da Mônica. Ficou no diminutivo por um bom tempo.

(Maíra Gomes) -  Sua família te incentivou a treinar?

(Mestre Franja) - Não. No começo meu pai ficou muito bravo e falava que era coisa de malando. Até hoje minha mãe fala pra eu deixar pra lá.


(Maíra Gomes) -  Em que ano ocorreu seu reconhecimento de mestre?

(Mestre Franja) - Eu peguei a minha primeira corda de mestre em 1994. Era aquele sistema da cor da bandeira. Peguei o 1° cordão branco de ponta verde, mas eu achava que era muito novo para ser mestre e não falava que era. Sempre pensei que para ser mestre tem que ter vários atributos (experiência de vida, conhecimento pessoal e da capoeira principalmente, entre outros...). Eu comecei a assumir depois que conversei com o M. Buiu e M. Kaco. Meus formandos já me cobravam isso há algum tempo. No meio dos capoeiristas já me chamavam de mestre.  Voltei a usar há 5 anos mais ou menos.


(Maíra Gomes) -  Por que fundar a Associação Cultural Brasileira Capoeira Abaeté?

(Mestre Franja) - Eu fundei um outro grupo antes do Abaeté chamado Capoeira Mareja, que tive alguns problemas com ele e fique desanimado. Mas com o apoio dos meus amigos e alunos resolvi dar prosseguimento a minha ideia do Mareja e fundei o Abaeté. Fundamos em 2009.
Capoeira Abaeté nasceu na cidade de Campinas/SP com o intuito de estimular, valorizar e desenvolver a prática da Capoeira, contribuindo com as pessoas que se identificam com a arte brasileira, no sentido de um desenvolvimento global do indivíduo, respeitando os aspectos motores, cognitivos e afetivos de cada um.
O nome é de origem Tupi, Abaeté (Abá-etê), significa homem de respeito; Abaeté para nós:, seres humanos de respeito.



(Maíra Gomes) -  Hoje o senhor faz parte da Rede Anca, núcleo Abaeté. O que motivou a adesão?

(Mestre Franja) - Sim faço parte. M. Buiu  e eu já tínhamos a ideia de fazer um trabalho juntos, então encontramos o M.  Kaco que tinha o mesmo pensamento e se identificou com as nossas ideias. Depois de um tempo fizemos essa adesão.

(Maíra Gomes) -  A Capoeira ainda te surpreende depois de todos esses anos?

(Mestre Franja) - Sim, pois a capoeira é uma arte que está em pleno desenvolvimento. Eu acredito que a capoeira vai se modificar muito mais ainda.


(Maíra Gomes) -  Quem são seu ídolos?

(Mestre Franja) - Mestre bimba e Mestre Pastinha


(Maíra Gomes) -  Quais as principais conquistas que a Capoeira te proporcionou?

(Mestre Franja) - São várias. Um conhecimento diferencial, onde você consegue sobressair em diversas situações; Realização pessoal; Bem estar físico e mental.

(Maíra Gomes) -  O senhor vive de Capoeira, ou além de dar aulas tem outro trabalho?

(Mestre Franja) - Eu não vivo da capoeira, mas teve uma época que já vivi. Hoje dou aula a noite, trabalho de eletricista de autos e tenho uma loja de fotografia.

(Maíra Gomes) - O senhor é casado com a Professora Sinhá e seus filhos também praticam Capoeira. O senhor conheceu sua esposa na Capoeira ou ela começou a praticar depois?

(Mestre Franja) - Sim sou casado com a Professora Sinhá.  Antes de ser casado com a Sinhá, eu tive um relacionamento, do qual tenho três filhos que não praticam capoeira. E agora tenho com a sinhá mais dois filhos que praticam. Ela treinava num lugar que eu dava aula. A nossa História começou no dia do aniversário dela.  Fizemos uma festinha surpresa pra ela e acabamos ficando juntos. Namoramos por um ano, depois casamos e estamos juntos até hoje, que já faz 15 anos de muitas histórias.

(Maíra Gomes) -  Como está a Capoeira em Campinas?

(Mestre Franja) - Aqui em Campinas a Capoeira está estável. Cada grupo fica no seu trabalho. Às vezes tem roda no centro de Campinas, aonde a gente se encontra.

(Maíra Gomes) -  O senhor acha que a Capoeira já conquistou seu lugar de direito na nossa sociedade?

(Mestre Franja) - Não. A Capoeira sofre com alguns preconceitos e desvalorizações  perante a sociedade mais favorecida. Vejo que a capoeira deveria retomar o seu processo de movimento revolucionário em nossa sociedade. Pois na nossa história a Capoeira sempre teve um papel de defender os menos favorecidos e hoje ficou ligada a visão de grupos (escravizando os seus adeptos) enfatizando o melhor atleta ou o melhor grupo. A capoeira como um movimento de transformação política, contra esta política dominadora da massa. Assim voltava a sua origem de movimento de luta da libertação da massa menos favorecida. 

(Maíra Gomes) -  O que significa para o senhor ser mestre?

(Mestre Franja) - Para min a palavra mestre é ligada diretamente a sabedoria mental e espiritual, e ao corpo físico. E pouco ligada a status .
Ser mestre de capoeira é uma responsabilidade muito grande, pois você é exemplo para todos os demais e principalmente para os seus alunos.  

Contato:

https://www.facebook.com/mestre.franja?fref=ts

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Hoje é dia de foto e de Entrevista nova no Blog!

A foto de hoje é para homenagear nosso entrevistado e foi feita no evento Vadeia meu Mestre em Campinas/SP, Março/2012. Jogam Mestre Franja e Mestre Kaco, ambos da Rede Anca.


Foto: Maíra Gomes

Mestre Franja  é o nosso entrevistado de hoje e a  entrevista está muito legal, vale a pena conferir.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Rede Anca terá formatura de Mestre no próximo Final de semana

Mestre Franja, Mestre Kaco e Mestrando Buiu formam a Rede Anca/ Imagem de divulgação



Rio de Janeiro, Brasil

Mestrando Buiu começou na Capoeira em 1982, na cidade de Caçapava/SP.

Nesses 30 anos de caminhada trabalhou muito em prol da nossa arte. Desenvolveu um trabalho sólido em Minas Gerais com a Associação de Capoeira Raiz Mineira, criou a desenvoltura (treino baseado no katá do Karatê e o Recrear (Projeto de recreação nas aulas de Capoeira).

Formado do Mestre Venâncio, do Vale do Paraíba, Mestrando Buiu enfim receberá sua corda de Mestre. Muito mais do que um título, a formatura vai concretizar a união dos Mestres Franja, Kaco e Buiu da Rede Anca Capoeira. 

A cerimônia acontecerá durante o evento Vadeia meu Mestre, em Campinas/SP, nos dias 17 e 18 de Março. O evento promete grandes emoções e a Revista Praticando Capoeira fará a cobertura.

Como já é de costume aqui no Blog vocês verão vídeos e os bastidores do evento. 


Imagem de divulgação

Me aguarde Campinas, to chegando no dia 16 para vadiar com vocês, o Hotel Solar das Andorinhas vai ficar pequeno para tanta Capoeira.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

A nova edição da Revista Praticando Capoeira

Imagem de divugação

Rio de Janeiro, Brasil


Quarta-feira a nova edição da Revista Praticando Capoeira chega às bancas do Rio de Janeiro e São Paulo. Os outros estados desse nosso Brasilzão vão receber seus lotes até o final da próxima semana. Pra quem não aguenta de curiosidade, a revista já está disponível na loja SDOBRADO.

Vou começar falando da Capa:

Fizemos a cobertura do Festival Internacional da Arte Capoeira e Mundial da ABADÁ, que aconteceu no Rio de Janeiro no mês de Agosto.

Tem também uma entrevista com o Mestre Camisa. O que posso dizer sobre a entrevista? Eu sou super suspeita, mas na minha opinião o Mestre Camisa estava muito a vontade e por isso esta é uma das melhores entrevistas dele. Quero ouvir a opinião de vocês depois.

Cobrimos o Festival Vadiação do Grupo Senzala, que foi uma das coisas mais bacanas que eu já vi em termos de vibe e emoção.  Foi uma grande homenagem ao Mestre Peixinho. E depois de ter essa experiência quero estar em todas as edições.

A décima edição do Encontro Internacional de Capoeira e a Copa Aberta de Capoeira do Grupo Herança Cultural, também estão nas nossas páginas. Além de muita Capoeira, uma produção artística linda de se ver.

Mestre Kaco, Mestre Franja e o Mestrando Buiú agora fazem parte do mesmo Grupo, entenda como aconteceu a fusão da Rede Anca. Será essa uma nova tendência para os Grupos de Capoeira, a fusão?

Mestre Plínio está na nossa seção Angoleiro, Sim senhor!, e nos contou como nasceu o Centro de Capoeira Angola, que tem o mesmo nome da nossa seção.

Monitora Pakyta é nossa entrevistada na seção Na roda com a mulher, a Portuguesa do Grupo Muzenza, que venceu o mais recente Campeonato Mundial do grupo, aqui no Brasil.

Além de tudo isso, temos depoimentos de mestres e contramestres sobre as dificuldades enfrentadas no exterior. A Pauta foi sugerida pelo Mestre Canhão - Capoeira Lembrança negra.

Esta edição da Revista está muito variada, assim como a proposta aqui do Blog, tem Capoeira de toda maneira. 

E tem até Capoeira no MMA. Contamos um pouco da história desse esporte, conversamos com  lutadores que estão fazendo carreira na modalidade  e que tem a Capoeira no currículo. Pé de Chumbo, Professor Barrãozinho, Instrutor Osso Duro, Pedro Rizzo, Rafael "Sapo" Natal e André Gusmão são os entrevistados dessa matéria.

E pra você sentir o gostinho vou postar vídeos das lutas dos nossos entrevistados. Depois você vai correndo nas bancas e pede pro seu Jornaleiro reservar a sua Revista Praticando Capoeira. 


Delson Pé de Chumbo Vs Jorge Patino Macaco


Marcus Lelo - Professor Barrãozinho Vs Jose Cornejo



Marcus Vinicios -Instrutor Osso duro Vs Dave Pocson


Andre Gusmão Vs Kaszov


Pedro Rizzo Vs Gary Goodridge 


Rafael "Sapo" Natal Vs Travis Lutter


É isso, uma boa leitura pra vocês!


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